SEGURANÇA

OBRIGATÓRIO: Senado aprova Tornozeleira Eletrônica para Agressores em Casos de Violência Doméstica


  Foto: Agência Senado Jefferson Rudy

📰 Projeto Aprovado no Senado Amplia Proteção a Mulheres e Permite Monitoramento Imediato de Agressores 

Em um avanço no combate à violência doméstica no Brasil, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2.942/2024, que torna obrigatória a aplicação de tornozeleira eletrônica para agressores em situações de risco. A proposta, relatada pela senadora Leila Barros, agora segue para sanção presidencial e promete reforçar a proteção de mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.


⚖️ O Que Muda com a Nova Lei?

A principal mudança é que o monitoramento eletrônico deixa de ser opcional e passa a ser uma medida protetiva de urgência obrigatória quando houver risco à vítima.

✔️ Principais pontos da proposta:

  • Uso imediato de tornozeleira eletrônica em casos de risco à vida ou integridade da vítima

  • Inclusão da medida no rol de medidas protetivas da Lei Maria da Penha

  • Aplicação prioritária em casos de descumprimento de medidas anteriores

👉 Antes, o monitoramento era possível, mas não obrigatório e nem considerado uma medida principal.


👮 Delegados poderão Determinar o Uso em Locais sem Juiz

Outro ponto importante é a ampliação de poder para autoridades policiais.

📍 Como funciona:

  • Delegados poderão determinar o uso da tornozeleira em cidades sem sede judicial

  • A decisão deve ser comunicada ao juiz em até 24 horas

  • O magistrado decide se mantém ou não a medida

👉 Hoje, nesses locais, o delegado só pode determinar o afastamento do agressor do lar.


🚨 Vítima Terá Dispositivo de Alerta em Tempo Real

A proposta também fortalece a proteção direta da vítima.

📲 O que será oferecido:

  • Dispositivo de segurança para a mulher

  • Alerta automático caso o agressor se aproxime

  • Notificação simultânea à polícia

Isso permite uma resposta mais rápida das autoridades e aumenta a sensação de segurança.


📊 Por Que a Medida é Considerada Urgente?

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ):

  • 966 mil novos casos de violência doméstica foram registrados em 2024

  • Mais de 582 mil medidas protetivas foram concedidas

Para a relatora Leila Barros, a violência doméstica no Brasil já configura uma “epidemia”, e o monitoramento eletrônico pode ajudar a salvar vidas.


⚠️ Punições Mais Severas para Quem Descumprir Medidas

O projeto também endurece as penalidades.

🔒 Novas regras:

  • Aumento da pena em 1/3 até metade

  • Punição para:

    • Romper áreas de exclusão

    • Retirar ou danificar a tornozeleira

    • Descumprir ordens judiciais


💰 Mais Recursos para Combater a Violência Contra a Mulher

O texto prevê reforço no financiamento das ações:

  • Aumento de 5% para 6% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública

  • Prioridade para:

    • Compra de tornozeleiras

    • Manutenção dos sistemas

    • Dispositivos de alerta para vítimas


🧠 Monitoramento passa a Ser Medida Autônoma

Um dos pontos mais relevantes é que o monitoramento eletrônico deixa de ser apenas complementar e passa a ser uma medida independente, podendo ser aplicada diretamente como forma de proteção.


📣 O Que Isso Muda na Prática?

Com a nova lei, o Brasil dá um passo importante no enfrentamento da violência doméstica, tornando a proteção mais rápida, tecnológica e eficaz.

A expectativa é que a medida:

  • Reduza reincidências

  • Aumente a segurança das vítimas

  • Melhore a resposta do Estado em situações de risco

👉 Agora, a proposta aguarda apenas a sanção presidencial para entrar em vigor.


🔹 1. Quando o uso da tornozeleira eletrônica será obrigatório?

O uso será obrigatório sempre que houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes em casos de violência doméstica.


🔹 2. A tornozeleira já era prevista na Lei Maria da Penha?

Sim, mas de forma opcional. Com o novo projeto, ela passa a ser uma medida protetiva de urgência obrigatória, com aplicação imediata em situações de risco.


🔹 3. Delegados podem determinar o uso da tornozeleira?

Sim. Em cidades que não possuem juiz (sem sede de comarca), o delegado poderá determinar o uso da tornozeleira.
👉 A decisão deve ser comunicada ao juiz em até 24 horas, que avaliará sua continuidade.


🔹 4. O que acontece se o agressor descumprir a medida?

O agressor poderá sofrer aumento de pena de 1/3 até metade, além de outras sanções, especialmente se:

  • Romper a área de exclusão

  • Retirar ou danificar o equipamento

  • Ignorar medidas protetivas


🔹 5. A vítima recebe algum tipo de proteção adicional?

Sim. A vítima terá acesso a um dispositivo de alerta, que avisa caso o agressor se aproxime, além de notificar automaticamente a polícia.


🔹 6. A tornozeleira pode ser retirada a qualquer momento?

Sim, mas apenas por decisão judicial.
👉 O juiz deverá justificar formalmente os motivos para retirar a medida.


🔹 7. O que muda na prática com essa nova regra?

A principal mudança é a agilidade na proteção. Agora:

  • A medida pode ser aplicada imediatamente

  • Há monitoramento em tempo real

  • A resposta policial tende a ser mais rápida


🔹 8. Como será financiado o uso das tornozeleiras?

O projeto prevê aumento de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, com prioridade para:

  • Compra de equipamentos

  • Manutenção

  • Dispositivos de segurança para vítimas


🔹 9. A medida já está em vigor?

Ainda não. O projeto foi aprovado pelo Senado e aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.


🔹 10. Essa medida pode ajudar a reduzir a violência doméstica?

A expectativa é que sim. O monitoramento eletrônico:

  • Inibe a aproximação do agressor

  • Permite ação rápida da polícia

  • Aumenta a segurança da vítima

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Ana Cristina - Redatora