Mercado de Trabalho Brasileiro Registra Queda na Taxa de Desocupação, Enquanto Número de Pessoas Trabalhando Alcança o Maior Patamar da Série Histórica
O mercado de trabalho brasileiro apresentou novos sinais de expansão no trimestre encerrado em agosto de 2026. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação recuou em relação ao trimestre anterior e também apresentou redução na comparação anual.
O levantamento mostra ainda que a população ocupada chegou ao maior nível da série histórica, acompanhada por uma expansão da força de trabalho e por crescimento da massa de rendimento real habitual.
Taxa de Desemprego Recua no Trimestre
A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre móvel de junho a agosto de 2026. O resultado representa uma redução em relação ao trimestre encerrado em maio, quando o indicador estava em 5,6%.
Na comparação com o mesmo período de 2025, também houve recuo. Naquele momento, a taxa de desocupação era de 5,6%.
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 4,6% diante do trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 4,9%.
Número de Pessoas Ocupadas Bate Recorde
Um dos principais destaques da pesquisa do IBGE foi o número de pessoas ocupadas.
O Brasil registrou 103,5 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente desde o início da série histórica. O resultado representa crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e avanço de 1% na comparação anual.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, alcançou 58,9%. Houve aumento em relação ao trimestre anterior, enquanto o indicador permaneceu praticamente estável na comparação anual.
Força de Trabalho Também Alcança Maior Patamar
A força de trabalho, formada pelas pessoas ocupadas e desocupadas, também atingiu o maior nível da série histórica.
No trimestre de junho a agosto, o contingente chegou a 109,3 milhões de pessoas, com crescimento diante do período anterior e também na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
O resultado indica que mais pessoas estavam participando do mercado de trabalho, seja trabalhando ou procurando uma oportunidade de emprego.
Subutilização da Força de Trabalho Apresenta Recuo Anual
Outro indicador acompanhado pela pesquisa é a taxa composta de subutilização da força de trabalho. O índice ficou em 13,1% e apresentou redução na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A população subutilizada foi estimada em 15 milhões de pessoas, mantendo estabilidade no trimestre e registrando queda na comparação anual.
Também houve redução entre os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas, grupo formado por pessoas que trabalham menos horas do que gostariam ou poderiam trabalhar.
Indústria e Construção Registram Avanço na Ocupação
Entre os diferentes setores da economia, indústria geral e construção apresentaram crescimento da ocupação na comparação com o trimestre anterior.
A indústria registrou alta de 2%, enquanto a construção avançou 4,1%.
Já na comparação anual, o destaque ficou com o segmento de transporte, armazenagem e correio, que apresentou crescimento de 6,1% no número de trabalhadores.
Segundo o levantamento, os demais grupamentos de atividade não apresentaram variações consideradas estatisticamente significativas nos períodos analisados.
Rendimento do Trabalhador Apresenta Crescimento em Algumas Atividades
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido pelos trabalhadores apresentou avanços em determinados segmentos.
Na comparação com o trimestre anterior, o destaque foi o setor de serviços domésticos, que teve crescimento de 2,3% no rendimento médio.
Na comparação anual, houve aumento dos rendimentos na indústria, no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e nos serviços domésticos.
O levantamento também identificou crescimento do rendimento entre empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e pessoas que trabalham por conta própria na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Massa de Rendimentos Alcança Maior Valor da Série
A soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores também apresentou resultado expressivo.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 385,6 bilhões, o maior valor registrado na série histórica. O indicador cresceu tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777, permanecendo estável no trimestre e apresentando crescimento na comparação anual.
Informalidade Permanece Próxima de Dois Quintos dos Trabalhadores
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores informais.
Apesar do avanço em relação ao trimestre anterior, o percentual ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
O cenário mostra que, mesmo com a expansão da ocupação e a redução do desemprego, uma parcela expressiva dos trabalhadores brasileiros continua inserida em atividades informais.
Emprego com Carteira Assinada Mantém Patamar Elevado
O contingente de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões de pessoas, o maior número da série histórica.
Apesar do recorde, o IBGE apontou estabilidade desse indicador tanto na comparação trimestral quanto anual.
O número de empregados sem carteira assinada também permaneceu estável, assim como os contingentes de trabalhadores por conta própria e de trabalhadores domésticos.
Desalento Recua na Comparação Anual
A população desalentada foi estimada em 2,4 milhões de pessoas. O grupo permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou queda significativa na comparação anual.
O percentual de pessoas em situação de desalento também diminuiu no período de um ano.
O indicador reúne pessoas que estão fora da força de trabalho e que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por diferentes motivos relacionados às condições percebidas do mercado.
O Que os Dados Revelam Sobre o Mercado de Trabalho Brasileiro?
Os números divulgados pelo IBGE mostram um mercado de trabalho marcado pela redução do desemprego, aumento da população ocupada e crescimento da massa de rendimentos.
Ao mesmo tempo, os dados revelam que a informalidade continua representando uma parcela relevante da ocupação no país.
A combinação entre recorde de pessoas ocupadas e aumento dos rendimentos pode ser observada em conjunto com outros indicadores econômicos para compreender a evolução das condições de trabalho e renda no Brasil.
Os resultados do trimestre encerrado em agosto de 2026 apontam para um mercado de trabalho brasileiro com mais pessoas ocupadas e menor taxa de desocupação. A população ocupada atingiu o maior patamar da série histórica, enquanto a força de trabalho e a massa de rendimento também registraram resultados expressivos.
Apesar dos avanços, a permanência de uma parcela significativa dos trabalhadores na informalidade mostra que a evolução do mercado de trabalho envolve não apenas a quantidade de empregos, mas também as condições e características dessas ocupações.
O que você acha dos dados? A queda do desemprego e o recorde de pessoas ocupadas refletem mudanças percebidas no mercado de trabalho da sua região? Comente sua opinião e compartilhe esta notícia com quem acompanha os indicadores de emprego e renda no Brasil.
O que explica a queda do desemprego?
A redução da desocupação está relacionada ao aumento da população ocupada e à dinâmica da força de trabalho observada pelo IBGE no período analisado.
O número de pessoas ocupadas atingiu um recorde?
Sim. A população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica da pesquisa.
A informalidade também diminuiu?
Na comparação anual, a taxa de informalidade ficou abaixo do nível registrado no mesmo período do ano anterior. No intervalo trimestral, porém, houve aumento do indicador.
O rendimento dos trabalhadores cresceu?
O rendimento real habitual de todos os trabalhos apresentou crescimento na comparação anual. Alguns setores e posições na ocupação também registraram aumento dos rendimentos.
Quais setores tiveram aumento da ocupação?
Na comparação trimestral, os destaques foram a indústria geral e a construção. No confronto anual, transporte, armazenagem e correio apresentou crescimento.
Quem divulgou os dados sobre emprego?
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, que acompanha indicadores relacionados ao mercado de trabalho brasileiro.




















