A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quinta-feira (10) conceder autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19 e estabeleceu regras para que empresas solicitem a autorização. A decisão foi unânime entre os diretores.
“Na prática, a medida abre caminho para que empresas possam fazer esse pedido de emergência. “A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia”, disse Alessandra Bastos Soares, diretora da Anvisa.
A Anvisa ressalta que poderá modificar, suspender ou cancelar a autorização temporária a qualquer momento, com base em elementos técnicos e científicos.
Quatro vacinas estão em testes de fase 3 no Brasil: a da Pfizer, a de Oxford, a da Johnson e a da Sinovac, esta última foi adquirida pelo governador Gladson Cameli a ser utilizada no Acre.
Entenda
O governador Gladson Cameli foi à São Paulo (SP), onde ao lado do governador João Doria (PSDB) e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, oficializar a sua aquisição.
“Nós estamos lutando para vencer a covid-19 e nossa maior prioridade é resguardar vidas. Se Deus quiser, em janeiro começaremos a imunizar”, declarou Gladson Cameli.
O CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pela companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech. A vacina utiliza uma versão quimicamente inativada do SARS-CoV-2, com resultados postivos das fases I e II de testes em humanos sendo oficialmente divulgados no início de junho, o Instituto Butantan e a Sinovac assinaram uma parceria para que testes fossem realizados em diversos centros de pesquisa espalhados pelo Brasil.
Somente no Acre já são 37.672 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus com 742 mortes. Gladson destacou que a imunização da população acreana se faz necessária devido ao Estado fazer fronteira com outros países, como Bolívia e Peru e de acordo com informações divulgadas pelo governo, o Acre tem em caixa cerca de R$ 100 milhões para compra da vacina.




















