O presidente do Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBT no Acre, Germano Marino, se pronunciou em seu perfil no Facebook a respeito da polêmica envolvendo o projeto ‘Papai Noel Gay’ aprovado pela Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB).

O projeto foi apresentado pelo músico Anderson Cassidy de Alves Montenegro e aprovado por Análise Técnica, na área de Música, conforme prevê o Edital n.º 01 do Fundo Municipal de Cultura, instituído no âmbito do Sistema Municipal de Cultura. As custas do musical poderá ser de R$ 15 mil e deverá ser autorizado ou não pelo prefeito Tião Bocalom (Progressistas), que já se pronunciou em desfavor.
Um dos críticos do Projeto é o deputado estadual Roberto Duarte (MDB) que em seu perfil no Facebook:
“Eu não posso me calar sobre essa atrocidade, esse crime contra nossas crianças! E não venham querer me taxar de homofóbico, pois não sou! Natal não é sobre sexualidade, é sobre amor, paz e generosidade! Mas a esquerda insiste na erotização infantil, na descriminalização da pedofilia, na ideologia de gênero e tantas pautas que buscam a degradação da família cristã, e cada vez mais miram em nossas crianças.”
A respeito desse tipo de declaração, sem citar o nome de Duarte, Marino escreveu:
“De nenhuma maneira, a apresentação incita crianças, jovens, adultos e idosos a estarem se transformando em Homossexuais ou buscando atingir esse objetivo. É absurdo o tamanho e a proporção discriminatória que se chegou com isso. É evidente que fique registrado que o projeto não fere em nada a cultura ou concepção de nenhuma crença. Fato é, que não podemos compactuar com a homofobia institucional, com manifestações discriminatórias, principalmente de instituições culturais. Pior ainda, de legisladores em relatar e discriminar uma ação sem ao menos ter conhecimento real do que se trata o projeto.”
Por fim, o ativista aconselha o autor do projeto a “buscar ingressar na justiça, com apoio do Centro de Atendimento às Vítimas (CAV), do Ministério Público do Acre, a referida retratação por tamanha proporção que tomou, devido o descaso dos órgãos de cultura em não desmistificar seu projeto e o deixar entregue a má sorte de toda essa carga de preconceito e discriminação. Ressaltando que a Homofobia é crime no Brasil, equiparado ao crime de racismo, Lei (7716/89). Papai Noel e um advento cultural para todas as pessoas, para todas as famílias independente de orientação sexual, identidade de gênero, cor, raça, idade, etnia ou religião. Por favor, assessorem melhor o prefeito de Rio Branco, para que o mesmo não seja mais um gestor homofóbico”.




















