OPINIÃO

Da magia ao caos, a gestão que transformou o Natal em algo cansativo


A política muitas vezes acaba se tornando desgastante para o povo, que tenta olhar ao horizonte e não enxerga um norte. Quando o desgaste ocorre, vem o pedidos de mudanças… Mudanças que representam esperança de dias melhores, o problema é que é preciso saber o que se quer mudar.

Não duvido que o prefeito Tião Bocalom tenha em sua cabeça boas ideias para Rio Branco – a viagem à Alemanha para conhecer a frota de ônibus elétricos mostra isso. A grande questão é que as ideias “inovadoras” do prefeito não condizem com a atual realidade da capital acreana, que transmite à população uma sensação real de abandono e descaso. Violência e sujeira.

A ‘cabeça dura’ de querer administrar uma capital com pensamento de cidade pequena faz com que a gestão Bocalom reflita o que já vinha sendo exposto nos debates… Confusão e desencontros.

E vamos ignorar o pedido de impeachment que extraordinariamente foi enfrentado no primeiro ano de gestão; a decepção da classe trabalhadora ao ver o próprio prefeito assumir ter acionado a Tropa de Choque para conter uma manifestação pacífica de garis; a polêmica do repasse milionário às empresas de ônibus em que ele mesmo havia criticado durante a campanha; e mais recentemente o pedido de veto a um projeto da Garibaldi Brasil baseado em valores pessoais.

Vamos falar da casa do Papai Noel na Praça da Revolução, pequenina e que por si só ela já mostra o quão perdido está o prefeito nas próprias ideias. Primeiramente pintada de azul, sem o menor esforço de “esconder” o viés político contra o tradicional vermelho do natal, cor que estampa a sigla do PT, a que tanto tem aversão. Depois, a casinha foi pintada de branco, com contornos azuis. Depois vermelho, que mesmo em tom escuro para se distanciar de Você-Sabe-Quem, não agradou… A casinha voltou a ser azul e depois coberta com uma lona.

Casa do Papai Noel já foi pintada quatro vezes em Rio Branco — Foto: Reprodução e Luciano Tavares

O próprio Bocalom já fez parte da gestão petista para quem não sabe. O prefeito foi secretário de Agricultura de Jorge Viana entre os anos de 1998 e 2000. Depois de ter sua carreira tocada pela Frente Popular, Bocalom pintou a alma de azul e se tornou um grande opositor do grupo, agora, quer pintar de azul tudo o que vê pela frente. Para quantas pessoas Bocalom está, de fato, sendo um prefeito?

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André Diogo