O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), pretende aumentar os gastos em R$ 15 milhões ao ano com a reforma administrativa que foi enviada à Câmara de Vereadores.
Nela, o prefeito prevê o aumento do próprio salário, da vice e dos secretários em 30%. Atualmente Bocalom recebe pelo cargo o valor de R$ 17,5 mil e a vice-prefeita Marfiza Galvão (PSD) e os secretários recebem R$ 12,4 mil.
A reforma proposta por Bocalom deve voltar com 60% do total de cargos que tinham sido extintos pela ex-prefeita Socorro Neri, quando assumiu o cargo em 2018, quando ela extinguiu 12 órgãos e exonerou secretários, diretores e ocupantes de cargos comissionados com o objetivo de reduzir os gastos da máquina pública em R$ 12,8 milhões.
Críticos da reforma estão os vereadores Michelle Melo (PDT) e Emerson Jarude (MDB), que se manifestaram em seus perfis no Twitter.
A médica criticou a destinação de verba para criação de assessorias especiais ao invés de aumento para a classe médica, que segue em greve na capital e a contratação de professores:
📣 Sobre a REFORMA ADMINISTRATIVA:
Tem dinheiro para criação de assessorias especiais, mas não tem para aumento para a classe médica, contratações de professores (cadastro de reserva da SEME) e para recursos para melhorar a qualidade de vida da comunidade!Assim não dá! 😩
— Dra. Michelle Melo. Renovação.Transformação. (@DraMichelleMelo) January 13, 2022
Já o advogado questionou a quem a reforma irá ajudar, se é a população ou os interesses políticos.
15 MILHÕES POR ANO 💸
Esse é o valor absurdo que o prefeito Tião Bocalom quer utilizar para criar mais uma secretaria municipal, cinco secretarias adjuntas, 150 novos cargos comissionados e 30 funções gratificadas.
Calma, tem mais… 👉🏻
— Emerson Jarude (@emersonjarude) January 12, 2022




















