A Câmara Municipal de Rio Branco deve votar na tarde desta quinta-feira (20), em sessão extraordinária, um projeto de lei complementar apresentada pelo prefeito Tião Bocalom (PP) para uma reforma administrativa que prevê a criação de 150 novos cargos comissionados, criação de secretarias e aumento dos gastos públicos em R$ 15 milhões.
A proposta causa divergências entre o presidente da Câmara, vereador N. Lima (PP) e a vice-presidente Michelle Melo (PDT). Enquanto o militar acredita na aprovação da proposta, a médica se posiciona contra.
“É uma reforma que quer conceder cargos comissionados, porém não menciona nada sobre as negociações do salário defasado dos servidores públicos que estão há um ano tentando conversar com a prefeitura e não são ouvidos. É ultrajante o caos que estamos inseridos: saúde, vacinação, servidores públicos, transporte coletivo, infraestrutura e o prefeito pensando em cargos comissionados. Meu voto claramente é não”, afirmou Micelle.
A reforma proposta por Bocalom deve voltar com 60% do total de cargos que tinham sido extintos pela ex-prefeita Socorro Neri, quando assumiu o cargo em 2018. Ela extinguiu 12 órgãos e exonerou secretários, diretores e ocupantes de cargos comissionados. Com isso, reduziu os gastos da máquina pública em R$ 12,8 milhões.




















