OPERAÇÃO PTOLOMEU

Defesa de Gladson diz que PF monitorou filho de 6 anos


A defesa do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), apresentou um pedido de suspensão das investigações da Operação Ptolomeu, que apura supostos casos de corrupção no governo.

O pedido tem como base o uso do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para investigar a família do governador sem o consentimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além de Gladson, foram monitorados a sua esposa, Ana Paula Cameli e seu filho, de apenas seis anos de idade, que segundo a defesa, não fazem parte do rol de investigados.

Para os advogados do governador, “a requisição de RIFs ao COAF sobre a esposa do governador, o filho do governador e sobre as empresas das quais Gladson Cameli é sócio, viola, por via oblíqua, o juiz natural da causa, no caso, esse Superior Tribunal de Justiça, que teve sua competência dolosamente usurpada em investigação de governador de Estado que, de forma notadamente ilegal, tramitou perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região. E há mais. Não bastasse a flagrante usurpação da competência dessa Corte, certo é que a situação dos autos traz outro problema igualmente grave, mas que passou despercebido por esse Superior Tribunal de Justiça. Trata-se da forma de disseminação dos RIFs do COAF, que foram dolosamente requisitados pela Polícia Federal que, em sua sanha investigativa, demandou a elaboração de relatório acerca das operações financeiras da família do Governador Gladson Cameli.”

O pedido de suspensão das investigações foi destaque no blog de Matheus Leitão, da Revista Veja.

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André Diogo