MUNDO DO CRIME

No Acre, facções criminosas usam adolescentes na guerra contra os rivais


Após a trégua entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Bonde dos 13 (B13), aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), homicídios e tentativas voltaram a estampar as páginas policiais dos jornais acreanos.

A faixa etária dos que estão se matando nas ruas do estado é o que vem chamando a atenção, grande parte não chegou nem mesmo aos 18 anos.

Na última quinta-feira (24), um adolescente de 17 foi apreendido com uma arma calibre 38 municiada no bairro José Peixoto, em Brasileia. Ele foi encontrado após uma denúncia anônima enquanto o menor se preparava para promover um ataque a um grupo rival, recebendo ordens de execução.

Na capital Rio Branco, Donald Arthur Certeira da Silva, de 18 anos, foi morto a tiros enquanto se dirigia à casa da própria mãe no bairro Santa Inês. A sensação de impunidade, dá liberdade às facções de fazerem ameaças cada vez mais ousadas, como o áudio vazado onde planejavam a execução de um policial.

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André Diogo