BLOG DO SIQUEIRA

Já passou da hora de Bocalom aprender a fazer chamadas de vídeo


“Mais uma categoria de servidores entrou em greve esta semana em Rio Branco, os agentes de endemia cobram da prefeitura o pagamento do piso salarial de R$ 1.750, o que segundo os trabalhadores está sendo negado por Bocalom (…)”

A semana que passou não foi fácil para o cidadão de Rio Branco, durante o dia as ruas são tomadas por protestos de diversas categorias e ao chegar da noite, a população vive sem saber o calibre do perigo, no meio de uma guerra entre facções criminosas que se torna cada vez mais ousada.

Engana-se quem pensa que embora a Segurança Pública seja responsabilidade do Estado, a prefeitura não tem sua parcela de culpa. Nos bairros, a baixa iluminação das vias e necessidade de reduzir velocidade devido aos buracos facilitam a ação de assaltantes que em questão de segundos roubam não só bens, mas também a dignidade de pessoas que já são afetadas pelos preços surreais aplicados aos produtos básicos.

Foi também Bocalom que em novembro vetou – por completo – uma emenda apresentada pelo vereador Emerson Jarude, do MDB, para a criação da Guarda Municipal de Rio Branco, que entre suas funções estaria atuar conjuntamente com a Segurança Pública do Estado naquilo que lhe é competência.

Tudo aconteceu em Rio Branco na semana passada, tudo, menos uma liderança. Segundo o próprio portal da Prefeitura, o prefeito foi a Brasília na quarta-feira (30) para encontrar a senadora Mailza Gomes – de seu mesmo partido – e tratar sobre a perfuração de poços no Segundo Distrito.

O assunto, abordado como “urgente” no texto do portal, poderia ter sido resolvido através de uma simples chamada de vídeo, coisa muito comum no Século XXI e que facilita a vida até de quem precisa se reunir estando na mesma cidade – quem dirá a mais de 2 mil quilômetros?

Enquanto Bocalom passa a sensação de ter abandonado o riobranquense à própria sorte, seus secretários ouvem do presidente do parlamento municipal, que também é de seu partido, para tomarem “vergonha na cara”.

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André Diogo