Entre os encontros e desencontros da política, hoje venho uma série na Netflix…
Esses dias me vi em um dilema que muitos passam ao fim de uma cansativa jornada de trabalho, finalizei uma série na Netflix e procurei por uma nova. Como bom cinéfilo, já assisti grandes partes dos clássicos e sucessos da plataforma e passando pela área fora da página principal encontrei uma chamada Expresso do Amanhã (Snowpiecer no original).
Já tinha ouvido falar nesse título em um filme de 2013 estrelado por Chris Evans e resolvi dar uma chance. Também me chamou a atenção a capa que trazia o ator Sean Bean, conhecido por ter estrelado como Boromir na trilogia Senhor dos Aneis e Eddard Stark em Game of Thrones.
Expresso do Amanhã é um espelho da própria vida real em uma escala pequena, te apresento uma breve introdução sem nenhum spoiler que possa comprometer sua trama.
Com gênero de ficção científica e suspense, Expresso do Amanhã se passa em um futuro apocalíptico de uma nova era do gelo na Terra (a última aconteceu há 25 milhões de anos). Dessa vez, cientistas causaram o congelamento da terra após um acidente tentando conter os avanços do aquecimento global.
Com uma temperatura de -117ºC, impossível para a sobrevivência humana. Um bilionário chamado Sr. Wilford contrói um trem de 1.001 vagões. A ideia é que o trem se locomova com um impulso de movimento perpétuo através de trilhos por toda a Terra. É também o movimento do trem, que tem o nome de Snowpiercer que gera a energia necessária para aquecer os vagões e manter as pessoas vivas até que a terra se aqueça novamente.
Nos 1.001 vagões tem de tudo: hortas, escola, hospital e até um gigantesco aquário que simula o que seria um oceano. Mas a principal crítica está na divisão de classes. O Snowpiercer foi projetado para receber três grupos de pessoas: a primeira classe, com pessoas da alta sociedade cuja fortunas ajudaram a construir o trem; a segunda classe, com pessoas que oferecem mão de obra qualificada e cargos de chefias; por fim, está a terceira classe, os operários do trem.
Mas não acaba aí… Quando o trem partia, um grupo de pessoas que não tinham passagem fizeram uma invasão à força e conseguiram entrar em suas dependências. Esse grupo, que simula o que seria os imigrantes ilegais nos países, foram jogados no último vagão, onde não há janelas e vivem agrupados no submundo, proibidos de saírem, a menos que haja demanda de trabalho. Eles são chamados de fundistas.
O Expresso do Amanhã simula até o que seria Deus e seus sacerdotes, uma vez que o Sr. Wilford só fala através de seus interlocutores e ninguém o vê.
A trama gira em torno da revolta dos fundistas que planejam o tempo todo tomar o controle do trem. Se você acha que contei coisa demais, está enganado… Vai se surpreender com a forma em que o roteiro foi escrito, com os detalhes gráficos e como cada episódio tem um clima de final de temporada.
Se você ainda não viu, eu recomendo. Além de Sean Bean, a série tem ainda no elenco a atriz Jennifer Connelly, vencedora do Oscar pelo filme Uma Mente Brilhante (2001) e o rapper Daveed Diggs.




















