CRISE POLÍTICA

Quebra de acordo de Mailza pode ter sido estopim para troca de comando no Progressistas; senadora se pronuncia


O clima esquentou dentro do Progressistas após o governador Gladson Cameli anunciar que após conversas com o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, deve assumir a presidência da sigla na executiva estadual.

Um dos motivos para a mudança pode ser a dificuldade para o partido de fechar sua chapa para as eleições de 2022 e a insistência de Mailza Gomes em se candidatar ao Senado, que vai de acordo com os interesses do grupo.

Mailza Gomes se tornou senadora em 2018, ocupando como suplente a cadeira que era justamente de Gladson Cameli, que saiu para assumir o Governo.

No último sábado (24), o Correio 68 publicou que Mailza Gomes teria negociado a liderança do partido no Senado em troca de se candidatar à deputada federal. A negociação veio após ser anunciado que a senadora deixaria o comando do partido para se filiar ao Podemos para seguir os planos de candidatura ao Senado ou até mesmo uma possível disputa a vice de Mara Rocha (MDB) no Governo.

Na ocasião, fontes informaram que o prefeito Tião Bocalom teria sido chamado em Brasília para ser informado que como vice-presidente assumiria o comando do partido no Acre. No dia seguinte, Mailza desistiu de deixar o Progressistas, possivelmente após o acordo pela liderança da sigla, que viria a ser consagrado 4 dias depois, no dia 7 de abril. Na liderança, Mailza receberia mais recursos para se dedicar à candidatura de deputada federal, como acordado.

Sobre a troca de comando do partido no estado, anunciado por Gladson, Mailza disse ao Blog do Crica, no ac24horas, que tem garantias do presidente Ciro Nogueira que continuará comandando a sigla.

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André Diogo