O graffiti é uma arte que vem ganhando cada vez mais espaço pelas ruas de Rio Branco. Comum em grandes áreas urbanas, os desenhos representam representações artísticas, protestos e homenagens à figuras ilustres a níveis mundiais ou locais.
Nos muros que estampam rostos de pessoas como Nelson Mandela, Marthin Luther King, Gandhi e Chico Mendes, agora em Rio Branco recebe o de Renan Almeida de Souza, conhecido popularmente como ‘Nego Bau’.
O icônico morador de rua falecido em janeiro recebeu esse apelido na adolescência, vindo de sua maior paixão, o futebol. Dizem que ele jogava tão bem que o Renan acabou por ser o Nego Ball (que significa ‘bola’ em inglês) e a grafia popular acabou aportuguesando a palavra.
A homenagem foi feita por Matias Souza, que é grafiteiro há mais de 20 anos. O artista disse que espera que seu desenho, que foi pintado no muro da escola Glória Perez, possa chamar a atenção para outras pessoas em situação de rua, que são ‘invisíveis’ para a sociedade. Matias diz que Bau era um símbolo de resistência e que não há morador de Rio Branco que não o conheça.
Nego Bau morreu aos 44 anos por uma parada cardíaca no Pronto-Socorro de Rio Branco. Ele estava internado após ter sido vítima de tortura no final de dezembro, em uma casa na Rodovia AC-40. O suspeito de ter cometido o crime é o borracheiro Jefson Castro da Silva, de 39 anos. Segundo Jefson, Nego Bau, que era dependente químico, teria cometido um furto em sua casa e a agressão ocorreu para que pudesse ter uma confissão.
Com um terçado, Jefson decepou um dos de Nego Bau, que deu entrada no PS em estado gravíssimo, também com costelas quebradas. Ele faleceu no dia 15 de janeiro.
Uma audiência de instrução e julgamento está marcada para o próximo dia 28 de junho.




















