A principal atração musical do Festival do Abacaxi, em Tarauacá, é investigada pelo Ministério Público Estadual (MPAC) pelo alto valor do cachê. É que a prefeitura da cidade vai pagar R$ 260 mil para o cantor Amado Batista cantar por 80 minutos.
Para evitar gastos indevidos, o MPAC enviou, nessa quinta-feira (22), um ofício à prefeitura solicitando informações e esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre a contratação. “Advirta-se que a omissão na resposta poderá implicar em medidas judiciais (ação ordinária de obrigação de não fazer, com pedido liminar), sem prejuízo de configurar o dolo para fins de improbidade administrativa”, diz o MPAC.
A Procuradoria Geral do Município informou que está organizando toda documentação que o promotor requereu, considerando o curto prazo que foi concedido. Ainda segundo a procuradoria, o show do cantor Amado Batista é custeado, em sua grande parte, por convênio e uma pequena contrapartida do município.
O tradicional festival ocorre entre os dias 7 e 9 de outubro no município. A apresentação de Amado Batista está agendada para encerrar a festa, no dia 9.
Em junho, A Prefeitura de Taraucá cancelou uma feira agropecuária programada com diversas atrações, rodeio, shows nacionais e locais após o MP-AC ajuizar uma ação civil pública pedindo a suspensão das apresentações, que juntas somariam mais de R$ 340 mil. Entre esses shows estavam o da dupla Thaeme e Thiago e dos cantores Kelvin Araújo e Eros Biondini.
Assim como na investigação anterior, o MP-AC questiona a origem da verba que será paga pelo show de Amado Batista. O órgão argumenta também que a população do município sofre com falta de saneamento básico, desemprego, fome, obras inacabadas e vários outros fatores que merecem atenção e cuidado do poder público.
É que a cidade sofreu com diversas enchentes no início do ano e ainda está sob o decreto de emergência por conta dessas cheias.
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