A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (9) a terceira fase da Operação Ptolomeu, que investiga indícios de lavagem de dinheiro dentro do Governo do Acre.
Entre os investigados está o próprio governador Gladson Cameli (PP), que teve bens apreendidos e deverá entregar seu passaporte por determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Ao todo, foram cumpridos 89 mandatos de busca e apreensão no Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas e Rondônia e no Distrito Federal.
O pai de Gladson, Eladio Cameli, e um irmão do governador também são investigados. O STJ determinou o bloqueio total de R$ 120 milhões em bens, entre eles aeronaves, casas e apartamentos de luxo.
Na mesma decisão, 34 pessoas foram afastadas dos serviços públicos e 15 empresas investigadas tiveram suas atividades econômicas suspensas por determinação da Justiça. Ao todo, 300 policias atuam na ação em parceria com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e que tem o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal (RFB).
O governador já tinha sido citado na primeira fase da operação, em dezembro de 2021, quando foi alvo de um mandato de busca e apreensão. À época, o STJ também determinou o afastamento de uma servidora de seu gabinete.




















