Anvisa aprova primeiro medicamento que retarda Alzheimer em estágio inicial
A Anvisa aprovou o primeiro medicamento para tratar a doença de Alzheimer em estágio inicial, oferecendo uma nova esperança para pacientes com nível de comprometimento cognitivo e nível de demência. O remédio, chamado Kisunla (donanemabe), é um anticorpo monoclonal que envelhece diretamente na redução das placas de proteína beta-amiloide no cérebro, principal causa do avanço da doença.
Esse avanço representa um marco no tratamento do Alzheimer, pois o Kisunla é o primeiro medicamento aprovado no Brasil que promete retardar a progressão da doença. Administrado via injeção mensal, foi testado em um estudo internacional com 1.736 pacientes, que mostrou uma redução significativa na progressão clínica da doença em comparação ao placebo.
Como funciona o primeiro medicamento para tratar Alzheimer?
O Kisunla atua ligando-se às placas de beta-amiloide, que se acumulam entre os neurônios e prejudicam a comunicação cerebral. Dessa forma, o medicamento promove a remoção dessas placas, retardando o declínio cognitivo e funcional dos pacientes. Nos ensaios clínicos, pacientes em estágio inicial tiveram até 35% de redução no avanço dos sintomas.
Além disso, o medicamento prejudica em até 76% o acúmulo dessas placas após 18 meses de tratamento, o que é fundamental para preservar a memória e outras funções cognitivas. Portanto, o Kisunla não apenas trata os sintomas, mas atua na causa da doença, o que o torna inovador no cenário brasileiro.
Quem pode usar o Kisunla?
O tratamento é indicado para adultos com Alzheimer sintomático inicial, ou seja, comprometimento cognitivo leve e demência leve, que apresenta evidência de acúmulo de proteína beta-amiloide, confirmado por exames específicos. Entretanto, o medicamento não é recomendado para pacientes portadores do gene ApoE ε4, nem para aqueles que utilizam anticoagulantes ou têm diagnóstico de angiopatia amiloide cerebral.
O que muda com a aprovação do primeiro medicamento para tratar Alzheimer?
Com a aprovação do Kisunla, o Brasil passa a contar com um tratamento que pode retardar o avanço da doença, oferecendo mais qualidade de vida para pacientes e seus familiares. Embora o medicamento seja injetável e administrado mensalmente, ele representa um avanço importante, pois é o primeiro a modificar a história natural do Alzheimer no país.
Por fim, a Anvisa continuará monitorando a segurança e eficácia do Kisunla para garantir que os benefícios superem os riscos, reforçando a importância do acompanhamento médico durante o tratamento.




















