EDUCAÇÃO

PREOUCUPANTE: O Que o INAF Revela Sobre o Analfabetismo Funcional em 2025


O Que é o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF)?

O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) é um estudo fundamental para avaliar o domínio da leitura, escrita e matemática entre brasileiros de 15 a 64 anos. Além disso, ele contribui para o debate sobre a defesa dos direitos educativos e o desenvolvimento educacional do país, mostrando que, mesmo após anos de avanço, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos no combate ao analfabetismo funcional.

O Que Mostram os Dados Mais Recentes do Inaf?

Segundo a pesquisa divulgada em 2025, três em cada dez brasileiros na faixa etária analisada são considerados analfabetos funcionais. Isso significa que 29% da população não consegue ler e escrever de forma plena, interpretar pequenas frases ou realizar operações matemáticas básicas. Esse percentual permaneceu estável desde 2018, o que evidencia a falta de avanços no enfrentamento do problema nos últimos anos.

Por outro lado, a maior parcela da população (36%) está no nível elementar de alfabetismo, conseguindo compreender textos de extensão média e resolver problemas simples de matemática. Apenas 10% dos brasileiros alcançam o nível proficiente, ou seja, dominam plenamente a leitura e a escrita.

Aumento do Analfabetismo Funcional Entre Jovens

Um dos dados mais preocupantes é o aumento do analfabetismo funcional entre jovens de 15 a 29 anos. Em 2018, 14% dos jovens estavam nessa situação; em 2024, o índice subiu para 16%. Especialistas apontam que a pandemia, período em que as escolas ficaram fechadas, pode ter contribuído para esse retrocesso.

Desigualdades Regionais e Raciais

O cenário também é marcado por desigualdades regionais e raciais. Enquanto a média nacional é de 29% de analfabetos funcionais, regiões como o Centro-Oeste apresentam percentuais menores (22%). Por outro lado, pessoas acima de 40 anos e grupos historicamente marginalizados (negros, indígenas e amarelos) têm índices mais elevados de analfabetismo funcional e menor acesso ao nível consolidado de alfabetismo.

O Papel das Políticas Públicas

A ausência de políticas públicas consistentes entre 2016 e 2023 é apontada como um dos principais motivos para a estagnação dos índices de alfabetismo funcional. Programas como o Brasil Alfabetizado, que ajudaram a reduzir o analfabetismo no passado, foram suspensos e só recentemente retomados, ainda de forma parcial.

O Que Esperar Para o Futuro?

Diante desse quadro, é fundamental que o poder público e a sociedade civil atuem de forma coordenada para garantir a universalização do acesso à educação de qualidade. Além disso, é preciso investir em políticas de alfabetização de jovens e adultos, especialmente nas regiões e grupos mais vulneráveis.

O Inaf é um termômetro importante para entender as deficiências educacionais do Brasil. Mostra que, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a ser percorrido para garantir que todos os brasileiros tenham acesso pleno à leitura, escrita e matemática. O combate ao analfabetismo funcional é, portanto, uma prioridade nacional e um desafio coletivo.

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