POLÍTICA

INTERROGATÓRIO: Bolsonaro Nega Plano de Golpe no STF e Promete Depoimento Longo


Depoimento de Bolsonaro Sobre o Plano de Golpe

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que investiga um suposto plano de golpe após a derrota nas eleições de 2022. Durante o interrogatório, Bolsonaro afirmou categoricamente que “golpe não existiu” e negou as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o apontam como líder da trama para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Logo na abertura do depoimento, Bolsonaro questionou a lógica do processo: “Tenho que provar que sou inocente ou eles têm que provar que sou culpado?”. Ele também rebateu a acusação de que teria planejado um decreto de Estado de Sítio para romper a ordem institucional, explicando que tal medida dependeria de aprovação do parlamento e de conselhos específicos, o que não ocorreu.

O interrogatório faz parte da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado em 2022. Além de Bolsonaro, outros sete réus, entre eles militares e ex-ministros, também prestam depoimento. O ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, delator do caso, detalhou o suposto planejamento golpista, incluindo a pressão sobre comandantes militares para apoiar a ruptura democrática. No entanto, o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, negou ter oferecido tropas para o golpe.

Outro ponto importante do processo é a acusação de que órgãos públicos foram usados para descredibilizar o sistema eleitoral, com destaque para a atuação do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e do ex-ministro Anderson Torres, que teria aparelhado a Polícia Rodoviária Federal para dificultar a votação em regiões favoráveis a Lula.

A defesa de Bolsonaro sustenta que não há provas suficientes para caracterizar o plano de golpe e denuncia cerceamento do direito de defesa, devido ao volume e à complexidade das provas apresentadas. Os advogados também afirmam que o ex-presidente é alvo de perseguição política.

Este depoimento marca um momento decisivo no processo, que pode resultar em penas severas para os envolvidos, caso sejam considerados culpados. O ex-presidente sinalizou que pretende fazer um longo depoimento, caso tenha liberdade para isso.

O ex-presidente Jair Bolsonaro respondeu a perguntas do ministro Alexandre de Moraes no STF, negando veementemente o plano de golpe após as eleições de 2022. Ele afirmou que não houve ruptura institucional e que as acusações da PGR não procedem. Além disso, Bolsonaro destacou que qualquer decreto de Estado de Sítio precisaria de aprovação parlamentar, o que não ocorreu.

Outros Réus e o Contexto do Plano de Golpe

O processo envolve oito réus, incluindo militares e ex-ministros, que são acusados de articular uma tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. O ex-ajudante Mauro Cid, que fez delação premiada, detalhou pressões e planos para a ruptura democrática, enquanto outros réus negam envolvimento.

Defesa e Acusações no Processo do Plano de Golpe

As defesas questionam a robustez das provas e alegam cerceamento do direito de defesa. Por outro lado, a PGR aponta para um esquema que envolveu uso indevido de órgãos públicos para deslegitimar o sistema eleitoral e preparar o terreno para o golpe.

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Ana Cristina - Redatora