Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fenaj, Abraji e Sindicato dos Jornalistas Denunciam Ataques e Cobram Segurança para Profissionais em Frente ao Hospital em Brasília
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas públicas neste domingo (15) pedindo proteção às equipes de reportagem que trabalham diante do hospital DF Star.
Segundo as entidades, ataques virtuais e presenciais ocorreram após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que acusa jornalistas de desejarem a morte do ex-presidente.
Vídeo nas Redes Sociais Desencadeou Ataques Contra Jornalistas
De acordo com a Abraji, a situação se agravou após uma influenciadora digital bolsonarista divulgar um vídeo mostrando profissionais de imprensa em frente ao hospital, acusando-os de torcer pela morte de Bolsonaro.
O conteúdo foi posteriormente compartilhado por parlamentares e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que possui milhões de seguidores nas redes sociais.
Para a associação, a publicação ocorreu sem verificação dos fatos e acabou expondo jornalistas a uma onda de ataques.
“É inadmissível que figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação contra profissionais de imprensa”, afirmou a Abraji em nota.
A entidade ressaltou que os jornalistas presentes no local apenas exerciam suas funções profissionais, aguardando atualizações médicas sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Ameaças Virtuais e Ataques Presenciais
Segundo a Abraji, as agressões não ficaram restritas ao ambiente digital.
Entre os episódios relatados estão:
ameaças e ofensas nas redes sociais
divulgação de montagens e vídeos manipulados com inteligência artificial
simulações de violência contra jornalistas
exposição de fotos de familiares e filhos de profissionais da imprensa
A associação informou ainda que ao menos duas repórteres foram atacadas presencialmente após serem reconhecidas na rua.
As entidades afirmam que essas práticas configuram assédio, intimidação e tentativa de silenciar o trabalho jornalístico.
Entidades Cobram Proteção Policial
A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal também pediram reforço da segurança policial na frente do hospital onde Bolsonaro está internado.
Segundo as entidades, cabe ao Estado garantir segurança em locais de interesse público e jornalístico.
Entre as medidas solicitadas estão:
Reforço da Polícia Militar na área do hospital
Investigação das ameaças virtuais
Identificação e punição dos responsáveis
Proteção aos profissionais que trabalham na cobertura
As organizações também pediram que empresas de comunicação ofereçam apoio jurídico e segurança aos repórteres.
Liberdade de Imprensa em Risco
Na avaliação das entidades, os ataques representam uma ameaça direta à liberdade de imprensa no Brasil.
“O jornalismo é essencial para levar fatos ao conhecimento público e não pode ser cerceado por métodos de coação física ou psicológica”, destacaram as entidades.
Fenaj, Abraji e o sindicato reforçaram que não aceitarão a intimidação como método político.
Estado de Saúde de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, desde sexta-feira (13).
Segundo boletim médico divulgado neste domingo (15), ele trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
De acordo com os médicos:
o quadro clínico é considerado estável
houve melhora na função renal nas últimas 24 horas
a equipe médica decidiu aumentar a dosagem de antibióticos devido à elevação de marcadores inflamatórios
Ainda não há previsão de alta da UTI.
Após deixar o hospital, Bolsonaro deverá retornar ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
A repercussão do caso reacende o debate sobre segurança de jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil. Para entidades da categoria, garantir que repórteres possam trabalhar sem intimidação é essencial para manter a sociedade informada.
Enquanto a investigação sobre as ameaças avança, organizações jornalísticas seguem cobrando providências das autoridades e maior responsabilidade no uso das redes sociais por figuras públicas.
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Por que jornalistas estão sendo ameaçados em Brasília?
As ameaças começaram após a circulação de um vídeo nas redes sociais acusando profissionais de imprensa de desejarem a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado em um hospital da capital.
Quais entidades se manifestaram sobre o caso?
Entre as organizações que divulgaram notas públicas estão:
Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas)
Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
O que as entidades estão pedindo às autoridades?
As organizações cobram:
reforço da segurança policial no local da cobertura
investigação das ameaças virtuais
identificação e punição dos responsáveis pelos ataques
Houve agressões físicas contra jornalistas?
Segundo a Abraji, ao menos duas repórteres sofreram ataques presenciais após serem reconhecidas fora do local de trabalho.
Qual é o estado de saúde de Jair Bolsonaro?
O ex-presidente está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, tratando uma broncopneumonia bacteriana bilateral. O último boletim médico aponta quadro estável, mas ainda sem previsão de alta da UTI.




















