POVOS DA FLORESTA

Agentes Agroflorestais contribuem com o fortalecimento da segurança alimentar do povo Ashaninka


A comunidade Apiwtxa tem um forte trabalho no desenvolvimento dos seus Sistemas Agroflorestais (SAFs) e roçados. Os agentes agroflorestais, que desenvolvem a atividade, contribuem diretamente para o fortalecimento da segurança alimentar e diversidade de espécies cultivadas, tanto para alimento como para outras atividades, como artesanato e medicina do povo Ashaninka, da aldeia Apiwtxa, em Marechal Thaumaturgo, Acre.

Wewito Piyãko, presidente da Associação Apiwtxa, observa que além de realizarem o trabalho de campo e produção, os agentes agroflorestais auxiliam no monitoramento do território. “Eles são responsáveis por toda a gestão de plantas, frutas, madeiras, enriquecimento da nossa produção, viabilizando, inclusive, o intercâmbio produtivo da Apiwtxa com outras comunidades. Além disso, nossos agentes também monitoram o nosso território, são os nossos fiscais territoriais”, observa Wewito.

O agente agroflorestal Valdeci Piyãko explica que, além de contínua, as atividades produtivas dos SAFs englobam todas as famílias. “Vivemos em comunidade aqui na Apiwtxa e isso traz responsabilidades coletivas. Estamos trabalhando para todos, para que todas as famílias possam comercializar e consumir espécies de frutas. Com a inauguração, em breve, da agroindústria isso vai se fortalecer ainda mais”.

No Acre, a formação dos Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs) tem sido realizada há anos pela Comissão Pró-Índio do Acre (CPI Acre). A formação segue orientações que priorizam, além das técnicas e conceitos científicos sobre o uso, manejo e a conservação dos recursos naturais, os saberes indígenas sobre o meio ambiente.

Fotos: Yara Piyãko

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André Diogo