Defensoria Pública pede Laudo no Brasil para Esclarecer Dúvidas Sobre a Morte da Brasileira
A Advocacia-Geral da União (AGU) atendeu ao pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para a realização de uma nova autópsia no corpo de Juliana Marins, jovem brasileira que morreu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, no dia 21 de junho de 2025. O corpo da vítima chegará ao Brasil nesta terça-feira (1º), e o exame será realizado em até seis horas após o desembarque, conforme solicitado pela DPU para garantir a preservação das evidências.
A solicitação da nova perícia surgiu diante das dúvidas geradas pela certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que não especificou o momento exato da morte após a queda sofrida por Juliana. A primeira autópsia, realizada pelas autoridades indonésias em Bali no dia 26 de junho, indicou que a morte teria ocorrido logo após o acidente, causada por um forte traumatismo. No entanto, imagens captadas por drones sugerem que Juliana pode ter sobrevivido por alguns dias aguardando socorro, levantando suspeitas de omissão por parte das autoridades locais.
A AGU comunicou oficialmente a decisão de cumprir voluntariamente o pedido da DPU à 7ª Vara Federal de Niterói e convocou uma reunião com representantes da Defensoria e do governo do Rio de Janeiro para definir como será realizada a nova perícia, incluindo a logística e a divisão de responsabilidades. A Polícia Federal também se colocou à disposição para colaborar com o traslado do corpo até o Instituto Médico Legal designado.
Além da perícia, a Defensoria Pública já solicitou formalmente à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar possíveis crimes de omissão e abandono da vítima pelas autoridades indonésias, com base no princípio da jurisdição extraterritorial. A investigação preliminar visa esclarecer as circunstâncias da morte e o momento exato em que Juliana faleceu, o que poderá fundamentar uma apuração internacional caso se confirme a falta de investigação adequada na Indonésia.
Este novo exame é fundamental para a família e para as autoridades brasileiras, pois pode trazer luz sobre os fatos que cercam a morte da jovem, garantindo transparência e justiça. A expectativa é que o laudo produzido no Brasil seja mais detalhado e alinhado às normas brasileiras de perícia.
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