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Bittar é descartado por Bolsonaro e vê desejo de ser Ministro cada dia mais longe


Um dos fieis escudeiros de Jair Bolsonaro (PL), o senador Marcio Bittar (União) não foi lembrado pelo presidente para assumir algum dos ministérios vagos após o pacote de exonerações daqueles que pretendem disputar as eleições de outubro.

Com nome livre, uma vez que ainda tem garantido mais quatro anos de mandato no Congresso Nacional, Bittar chegou a declarar no passado que se fosse convidado para assumir uma das pastas, iria. Na ocasião, ele brincou com seu suplente, o médico oftalmologista Eduardo Veloso (PL): “se prepare porque você vai assumir”.

O objetivo, no entanto, não se concretizou. Nesta quinta-feira (31), Bolsonaro assinou as exonerações de nada menos que nove ministros: Damares Alves (Direitos Humanos); Gilson Machado (Turismo); Tarcísio de Freitas (Infraestrutura); Onyx Lorenzoni (Trabalho); Tereza Cristina (Agricultura); João Roma (Cidadania); Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia); e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Este último seria a vaga almejada pelo Senador paulista, que cresceu no Mato Grosso do Sul e reside no Acre desde o comecinho dos anos 1990. Uma vez à frente do Desenvolvimento Regional, Márcio conseguiria fortalecer a candidatura ao Senado de sua ex-esposa, Márcia Bittar, que em pesquisa eleitoral da Federação das Indústrias aparece em 5º lugar com 8,9% das intenções de voto.

A eleição de Márcia garantiria a Bittar votos com peso dois nas matérias do Congresso, uma vez que os dois são muito bem alinhados ideologicamente.

Bittar, que foi relator do Orçamento Geral da União de 2021, viu a vaga ser dada para o secretário-executivo da pasta, Daniel de Oliveira Duarte Ferreira.

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André Diogo