Depois de um longo e exaustivo debate acerca da instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação na Aleac, articulações e novos acertos podem dar um outro desfecho a este cenário de crise política. Isto porque, na semana passada o presidente da Casa, deputado Nicolau Júnior (PP), garantiu que haveriam duas CPI’s e que os requerimentos assinados pela oposição, independentes e base do governo seriam publicados no Diário Oficial do parlamento. No entanto, até o momento nenhum documento foi publicado.
Ao Correio 68, o deputado Fagner Calegário (Podemos), signatário do requerimento apresentado pela oposição, disse que se reuniu com o governador Gladson Cameli (PP) neste domingo (9) e confirmou a possibilidade de retirar sua assinatura do pedido de CPI nas próximas horas. Jonas Lima (PT) também sinalizou a retirada da assinatura.
“Conversei com o governador Gladson no domingo e hoje estive na secretaria de Educação, para conversar com a Socorro. Ela [a secretária], me garantiu que sua gestão está empenhada em elucidar e solucionar os erros da pasta”, revelou Calegário.
Com a desistência de Calegário e de Jonas, o requerimento da CPI da Educação não terá o mínimo necessário de um terço para tramitar, ou seja, 8 dos 24 deputados, sendo imediatamente arquivado pela Mesa Diretora da Aleac.
“O governo reconheceu que precisava mudar o comando da Educação e escolheu a ex-prefeita Socorro Neri, que sempre foi reconhecida pelo seu compromisso e seriedade com a Administração Pública. Ela garantiu que o problema com os pagamentos dos terceirizados da Educação também já está sendo resolvido”, concluiu o deputado.




















