Na tarde desta segunda-feira (18), quando a prefeitura do Rio de Janeiro oficializou o início da vacinação contra Covid-19, os residentes e funcionários do asilo Recreio dos Anciões receberam a confirmação de que seriam uma das primeiras instituições a serem vacinadas, a alegria foi geral, exceto para um casal de idosos que decidiu que não tomaria a vacina, após discussão com a família. Esse tipo de posição, apesar de minoritário, vem gerando discussões jurídicas e afligindo gestores de ILPIs.
No asilo vivem 154 idosos e como é necessária uma autorização para a vacina, o asilo comunicou a todas as famílias sobre o início da campanha de vacinação, mas uma das famílias comunicou que não estaria de acordo com a vacina e que o casal de idosos não será vacinado nesse momento.
A administradora do asilo, Debora Mathias, conta que por enquanto não há nada que a instituição possa fazer em caso de recusas, mas que iriam comunicar o Ministério Público do Rio. A filha dos idosos chegou a justificar que o pai não tomaria por ter feito uma cirurgia no dente e a mãe iria fazer uma checagem com um cardiologista.
A advogada especializada em casas geriátricas Ariane Angioletti está trabalhando como assessora jurídica da Frente Nacional de Fortalecimento das ILPIs, movimento criado no ano passado em função da pandemia. Ela explica que toda discussão jurídica em torno da vacina contra Covid-19 é uma novidade, o que suscita debates profundos. Mas seu posicionamento para casos de recusa de vacinação é de orientar a casa a rescindir os contratos com esses idosos.




















