A causa da morte do voluntário que participava dos testes da vacina CoronaVac foi suicídio, segundo boletim de ocorrência obtido nesta terça-feira (10) pela TV Globo.
Na véspera, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia suspendido temporariamente dos testes do imunizante, que é produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo. Ao fazer o anúncio, o órgão citou “evento adverso grave”, mas não deu detalhes sobre o motivo específico que levou à suspensão.
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Pouco depois da divulgação da causa da morte do voluntário, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou em entrevista coletiva que “objetivamente, não havia essa informação [de que o voluntário se suicidou] entre as que recebemos ontem [segunda-feira]”.
Ao chegar ao apartamento, os policiais foram recebidos pelo zelador do prédio, que mostrou um homem de 32 anos no chão do banheiro – perto do braço dele, havia uma seringa e diversas ampolas de remédio. O corpo do jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Até a última atualização desta reportagem, o laudo necroscópico não havia sido divulgado. O resultado depende do exame toxicológico, que demora mais tempo para ficar pronto.
Resumo do caso
- A Anvisa suspendeu, nesta segunda, os testes da CoronaVac, citando um “evento adverso” com um voluntário.
- Esse evento adverso foi a morte de um voluntário.
- O Instituto Butantan, que desenvolve à vacina, se disse surpreso. ‘É impossível a vacina ter relação com o evento adverso’, disse o diretor do órgão.
- Na manhã desta terça, o presidente Jair Bolsonaro comemorou a pausa no teste: ‘Mais uma que Bolsonaro ganhou’. Ele considerou o episódio uma vitória sobre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de quem é adversário político.
- No início da tarde desta terça, soube-se que o voluntário se suicidou.
Fonte: G1




















