Deputada Segue Detida Enquanto Aguarda Julgamento de Extradição ao Brasil
A Justiça da Itália decidiu manter a deputada federal licenciada Carla Zambelli presa em regime fechado, citando um “grau máximo” de risco de fuga. A decisão da Corte de Apelação de Roma reafirmou o entendimento de que a parlamentar representa um alto risco de evasão do país, rejeitando o pedido da defesa para aguardar o processo de extradição em prisão domiciliar ou liberdade provisória. Assim, Carla Zambelli permanece detida na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, enquanto o processo de extradição avançará nas próximas etapas.
Insistência no Risco de Fuga e Rejeição das Alegações da Defesa
A defesa de Carla Zambelli alegou questões de saúde e perseguição política para justificar a libertação da deputada, mas os juízes italianos não aceitaram esses argumentos. Segundo a corte, o histórico da parlamentar, que entrou na Itália logo após a decretação da sua prisão preventiva no Brasil, demonstra forte intenção de fuga. Além disso, a acusação da defesa de que Zambelli não teria solicitado formalmente sua extradição foi considerada inválida, pois, de acordo com a legislação italiana e o tratado de extradição firmado entre os países, a ordem de prisão internacional emitida pela Interpol tem eficácia equiparada.
Contexto e Condenações
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil a 10 anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. A condenação refere-se à acusação de que ela foi a autora intelectual da invasão realizada por um hacker, com o objetivo de emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Após a condenação, Zambelli fugiu do Brasil para a Itália, sua cidadania secundária, o que motivou o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Além disso, ela enfrenta outra condenação no STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
O Processo de Extradição e os Próximos Passos
O pedido de extradição foi oficializado em junho de 2025, e o caso segue sob análise das autoridades italianas. A defesa permanece otimista, ventilando a possibilidade de reverter a prisão preventiva com base em argumentos médicos. No entanto, o processo pode se estender por meses, já que a extradição depende da decisão final do Ministério do Interior da Itália e de eventuais recursos apresentados.
O caso de Carla Zambelli suscita reflexões importantes sobre o sistema judiciário internacional, o uso da dupla cidadania em processos criminais e os limites da extradição política. Convida-se o leitor a comentar suas opiniões e compartilhar este artigo para ampliar o debate. Para mais atualizações, assine a newsletter do blog e acompanhe conteúdos relacionados.
Este conteúdo aborda a manutenção da prisão de Carla Zambelli na Itália, destacando o risco de fuga, as alegações da defesa e o andamento do processo de extradição.




















