O problema no transporte público em Rio Branco está longe de se chegar ao fim, nesta terça-feira (27), dois colaboradores do setor, identificados como Mauricelio Freire e Cássio Muniz, participaram da sessão na Câmara de Vereadores e relataram problemas que a classe vem enfrentando.
Mauricelio ressaltou que os colaboradores ainda não receberam o 13º do ano passado, ele trabalha há 26 anos na Autoviação Floresta afirmou que o salário do mês de janeiro e metade de fevereiro ainda não caiu na conta e que desde 2019 não recebe férias.
Para a empresa não precisar fechar as portas, 70 funcionários foram trabalhar recebendo diária de R$ 100. Acontece que ficamos três ou quatro dias assim e depois mais dois dias sem receber, porque a empresa usa o dinheiro para pagar o diesel. Isso tá gerando uma bola de neve”, afirmou.
Ele ainda disse que se o problema não for resolvido, até julho, a capital acreana pode ficar sem ônibus circulando.
“Se não ocorrer uma ajuda do poder municipal, essa cidade, a partir de junho ou julho, não vai ter mais transporte coletivo rodando na capital. Quem vai perder com isso?”, disse Mauricelio.
Já Cássio, teme que a crise possa gerar demissões em massa:
“Muitos defendem o fechamento das empresas, mas se essas empresas fecharem, nós não temos direito a nada. Então, vamos rever e ver a situação dos trabalhadores. Tem pais de famílias que estão com depressão devido a essa situação. Se a empresa não receber nenhum incentivo com essa crise quem vai perder são os trabalhadores e as famílias que estarão sem o transporte coletivo após a pandemia da Covid-19”, afirmou.
As empresas alegam que devido a pandemia e o baixo fluxo no transporte coletivo, ficou inviável conseguir honrar a folha de pagamento e outras despesas com funcionários, a ex-prefeita Socorro Neri (PSB) tentou fazer um repasse de R$ 2,4 milhões para auxiliar as empresas a quitarem o débito, mas o ato foi barrado pela Câmara dos Vereadores.




















