Queda dos Casos de Dengue em 2025
O Acre, que iniciou 2025 como líder nacional em incidência de dengue, foi ultrapassado por São Paulo no coeficiente de casos por 100 mil habitantes. Apesar da queda na posição, o estado permanece em alerta máximo, com o segundo maior índice do país e desafios persistentes no controle da doença. Neste artigo, exploramos os dados atualizados, o perfil dos afetados e as estratégias de combate às arboviroses.
Por que o Acre Deixou a Liderança?
Segundo dados do Ministério da Saúde, São Paulo registrou 1.274 casos por 100 mil pessoas, enquanto o Acre atingiu 888 casos no mesmo parâmetro. A mudança reflete a intensificação de surtos no Sudeste, mas não reduz os riscos locais: o estado ainda enfrenta surtos concentrados em áreas com abastecimento irregular de água, onde 74% dos casos são registrados.
Perfil dos Pacientes: Mulheres e Jovens são os Mais Afetados
A dengue no Acre atinge principalmente mulheres (53%) e pessoas entre 20 e 29 anos. Esse padrão se repete nacionalmente, onde 55% dos casos são em mulheres e a faixa etária de 20-29 anos lidera as ocorrências. A concentração em adultos jovens preocupa, pois impacta a força de trabalho e sobrecarrega o sistema de saúde.
Queda de Casos em 2025: Um Alívio Relativo
Embora o Acre tenha registrado 146 casos na primeira semana de 2025 (contra 672 em 2024), a redução não elimina a necessidade de vigilância. O coeficiente de incidência estadual (888/100 mil) ainda é quase o dobro da média nacional (475,5/100 mil). Além disso, Mato Grosso e Acre são os únicos estados com alta na curva de casos em relação a 2024.
Medidas Emergenciais: COE e Plano Nacional de Contingência
O Ministério da Saúde instalou um Centro de Operações de Emergência (COE) no estado para monitorar arboviroses e coordenar ações entre municípios. O reforço inclui:
– Otimização de hidratação intravenosa em postos de saúde;
– Campanhas de conscientização focadas em áreas críticas;
– Inspeções domiciliares para eliminação de focos do Aedes aegypti.
O novo Plano de Contingência Nacional também prioriza 312 municípios brasileiros, incluindo cidades acreanas, com equipes da Força Nacional do SUS.
Desafios no Combate à Dengue: Infraestrutura e Comunicação
A falta de abastecimento regular de água em partes do Acre favorece a proliferação do mosquito, já que moradores armazenam líquido em recipientes inadequados. Paralelamente, a comunicação em saúde ainda é deficitária: menos de 10% dos municípios brasileiros possuem sites atualizados sobre doenças como dengue, segundo estudos. Isso limita o acesso a informações preventivas, especialmente em regiões periféricas.
Alerta Mantido
A redução de casos no Acre em 2025 não significa vitória contra a dengue, o estado ainda enfrenta surtos localizados, infraestrutura precária e desafios na comunicação pública. Enquanto São Paulo lidera o ranking nacional, o Acre serve de alerta para a necessidade de investimentos contínuos em saneamento e educação sanitária.




















