Depois de eleger Bocalom e mirando 2022, Petecão diz que vai se afastar do Senado para viajar o Acre


O senador Sérgio Petecão (PSD) anunciou nesta segunda-feira (7) durante uma entrevista concedida a uma emissora de TV local, que irá se afastar do Senado Federal por quatro meses para cuidar da saúde e viajar pelo Acre.

“Eu pretendo cuidar um pouco da saúde e me afastar por uns quatro meses para que a minha suplente possa assumir. Estamos discutindo isso dentro do partido para que a dona Maria das Vitórias possa ter a oportunidade. São 120 dias que eu irei cuidar da minha saúde e aproveitar para ir conversar com o restante da população dos outros municípios”, afirmou.

Maria das Vitórias, citada na fala de Petecão é sua primeira suplente, ela tem 77 anos e é viúva do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, João Tota, falecido em 2017. Ela também foi deputada estadual entre os anos de 1978 e 1994.

Ao declarar que irá se afastar das suas funções no Senado, Petecão disse que pretende além de cuidar da saúde, se afastar um pouco da política e percorrer os quatro cantos do Estado do Acre para conversar com a população, o que em tese, reforça a hipótese de que ele já estaria começando sua campanha ao governo do Acre em 2022.

O momento é oportuno para Petecão, que além de ter sido o senador mais votado nas eleições de 2018, com 244.109 votos, tem mandato até 2026, não havendo, portanto, a necessidade de renunciar ao cargo para concorrer ao governo nas próximas eleições.

O senador usou a sua estrutura para eleger Tião Bocalom (Progressistas) prefeito de Rio Branco, que já somava cinco derrotas majoritárias. A chapa tem como vice a esposa de Petecão, Marfisa Galvão (PSD).

Sobre esse assunto, Petecão foi cauteloso: “Em relação a 2022, a gente tem que sentar e conversar com o governador e eu não sei qual é o projeto dele, mas eu hoje, diria que não sou o dono da decisão, mas eu acho que é muito cedo para afirmar algo desse tipo. Ninguém pode ser candidato de si mesmo”.

A legislação permite o afastamento do senador em duas ocasiões, por motivo de saúde, caso se encontre impossibilitado de comparecer às sessões ou para tratar de interesses particulares, desde que a licença não ultrapasse 120 dias por sessão legislativa.

Ao que tudo indica, Petecão utilizará da prerrogativa com base na segunda hipótese, na qual o político deixará de perceber então, durante o período do afastamento, os rendimentos de senador da república.

Nas redes sociais, a decisão de Sérgio Petecão polarizou opiniões. De um lado admiradores do político, que enxergam com bons olhos o afastamento para fortalecer o projeto ao governo em 2022. Mas de outro, alguns críticos que acusam o senador de abandonar o mandato conferido pelo povo para fazer política em prol de interesses pessoais.

 

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André Diogo

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