O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) confirmou que a detenta Jamilly Ferreira Barbosa, de 39 anos, encontrada morta dentro da Unidade de Regime Fechado Feminina do Complexo Penitenciário Dr. Francisco d’Oliveira Conde, sofria de problemas mentais e não deixava as companheiras dormirem, o que pode ter motivado o crime.
Segundo informações, duas detentas identificadas como Ana Clara Freitas Sá, de 23 anos e Wandereis de Souza Nascimento, de 40, usaram uma lâmina conhecida como gilette para fazer cortes no pescoço e nos pulsos da vítima, as duas assumiram a autoria do crime.
O Iapen informou que a unidade penitenciária feminina não tem ala de saúde mental. Porém, afirmou que Jamilly era acompanhada por uma equipe de saúde mental.
“Geralmente são dez presos por cela, ela convivia com mais duas por cerca de seis meses e não tinham nenhum tipo de problema. Tinham uma boa convivência. Essa detenta tinha uma perícia marcada para dezembro, determinada pela Vara de Execuções Penais, mas, ela fazia acompanhamento psicológico, psicossocial, então tinha todo acompanhamento. Infelizmente, nós temos esse ocorrido, não sabemos ainda a motivação”, disse o presidente do Instituto, Arlenilson Cunha, em entrevista à Rede Amazônica Acre.
“Infelizmente tivemos esse ocorrido na manhã de domingo. Há indícios de que foi um homicídio, estamos aguardando o laudo pericial, o exame da necropsia para dar os devidos encaminhamentos. Mas, de antemão já instauramos um procedimento administrativo para apuração dos fatos. Tudo indica que foram usadas as lâminas do barbeador para o cometimento do ato”, acrescentou Cunha.
Ainda no domingo, o Iapen disse que aguarda a divulgação do laudo da perícia técnica que informará as reais circunstâncias da ocorrência. “Além disso, o Instituto tomará medidas administrativas internas para apuração do ocorrido”.




















