Um jovem identificado como Abimael Ferreira Lima, de 20 anos, registrou um boletim de ocorrências para denunciar que sua mãe, a servidora pública Maria Ivanuza Ferreira Lima, de 53, morreu na madrugada deste domingo (11) após ter a casa invadida por policiais militares que procuravam suspeitos de assalto no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.
Segundo o rapaz, ele e sua mãe foram acordados por volta das 3h30 por militares que pularam o muro e entraram na casa armados com fuzis e segurando lanternas. Os militares abordaram os dois, que tiveram que responder a várias perguntas. Enquanto os policiais interrogavam o filho, Maria Ivanuza teria ido até o portão abrir para que os outros pudessem entrar, mas no trajeto acabou desmaiando.
O filho contou que a mãe havia ficado muito nervosa desde que foi acordada e que após ela cair, um outro policial entrou na casa e disse: “não é esse aí”, se dirigindo a ele. Os militares procuravam por suspeitos de assalto que estariam fazendo famílias reféns na região.
Os próprios militares que iniciaram os primeiros socorros à Maria e acionaram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que tentou reanimá-la, mas ela morreu no local.

O rapaz revelou que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e que pretende entrar na Justiça contra o Estado. “Essa situação não pode ser deixada de lado, não pode ser esquecida.”
O corpo de Maria Ivanuza foi sepultado nesta segunda-feira (12) na Vila Campinas, em Plácido de Castro. Ela trabalhava como auxiliar de secretária na escola Pedro Martinello. O secretário de Educação, Aberson Carvalho, divulgou uma nota de pesar pelo falecimento da servidora:
“A SEE vem externar o mais profundo pesar pelo falecimento da servidora Maria Ivanuza Ferreira Lima, que trabalhava como auxiliar de secretaria na Escola Estadual Pedro Martinello. À família enlutada, colegas de trabalho e amigos, as mais sinceras condolências pela perda inestimável. Pedimos a Deus que conceda o devido conforto neste momento de comoção e dor”, diz.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Militar ainda não havia se manifestado.




















