TRISTEZA

Enchente em 2024: fim de semana foi de desespero para a população ribeirinha


Neste domingo (25), o Governo do Acre decretou estado de emergência em 17 municípios atingidos pelas enchentes dos rios e igarapés, incluindo a capital Rio Branco. O decreto tem validade de 180 dias e abrange cidades como Assis Brasil, Brasileia, e Porto Acre.

Além disso, prefeituras de municípios como Brasileia, Epitaciolândia, Plácido de Castro e Tarauacá também declararam situação de emergência. Jordão, onde 80% da zona urbana está alagada, foi decretado estado de calamidade pública.

Assis Brasil e Brasiléia contam com mais de 3,2 mil moradores desabrigados e desalojados pela enchente, enquanto Jordão já enfrenta a situação de emergência desde sexta-feira (23), com o hospital geral evacuado devido ao alagamento.

Em Assis Brasil, o Rio Acre manteve-se oscilante, com 99 famílias desabrigadas e abrigos instalados para assistência. Em Brasiléia, a prefeita decretou emergência no sábado (24) com 1.540 pessoas desabrigadas.

A cidade de Xapuri também é afetada com o rio invadindo áreas urbanas, alcançando a Praça São Sebastião.

Enchentes nos igarapés

As enchentes provocadas por rios e igarapés no Acre já obrigaram mais de seis mil pessoas a deixarem suas residências, conforme relatório do governo estadual divulgado neste domingo (25).

Comunidades indígenas

Mais de 23 comunidades indígenas no interior do Acre estão enfrentando os impactos das enchentes, conforme divulgado pelo governo. No entanto, o número pode ser maior, pois algumas comunidades ainda estão fora de contato.

Até o momento, 395 pessoas pertencentes a etnias como Jaminawa, Kaxarari, Huni Kui e Manchineri foram afetadas. A região do Juruá é uma das mais atingidas, com a aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, sendo uma das mais críticas.

Jordão enfrenta maior enchente já resgistrada

Jordão, um dos quatro municípios isolados do Acre, enfrenta sua maior enchente já registrada, conforme relatado pelo prefeito Naudo Ribeiro. Cerca de 80% da cidade está submersa devido à cheia do Rio Tarauacá, afetando diretamente cinco mil moradores.

As águas invadiram o Hospital Geral Dr. Márcio Rogério Camargo, onde cinco pacientes, incluindo uma grávida, estavam internados. Todos foram transferidos para uma unidade provisória montada na Secretaria de Assistência Social do município.

O prefeito decretou calamidade pública no sábado (24), com o Rio Tarauacá ultrapassando a cota de transbordo na sexta-feira (23). Até o momento, 1.701 moradores estão desabrigados ou desalojados, e várias áreas da cidade foram severamente afetadas.

Na zona rural, a Comunidade Novo Porto é uma das mais atingidas, com quase todas as casas inundadas. As águas também invadiram o posto de saúde, resultando em perdas significativas de medicamentos e equipamentos. A assistência às famílias afetadas envolve várias equipes, incluindo bombeiros, policiais e agentes civis.

A situação continua crítica, com vários rios e igarapés transbordando e muitas comunidades à beira da inundação total.

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André Diogo