Cresce o Furto de Café em Estados do Sudeste com Alta dos Preços
Segurança no campo é prioridade diante do aumento dos roubos nas lavouras
O aumento expressivo no preço do café tem provocado uma onda de furtos nas plantações dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Com a saca do grão chegando a valores recordes, como R$ 2,5 mil, os criminosos têm mirado diretamente as lavouras, impulsionando produtores a buscarem apoio da Polícia Militar para proteger suas colheitas.
Por Que os Furtos Aumentaram?
Nos últimos meses, o café moído registrou uma alta acumulada de até 80% em 12 meses, a maior desde 1994. Essa valorização está ligada a fatores climáticos severos, como secas no Vietnã, Colômbia e Brasil, que reduziram a oferta mundial, além da oscilação do dólar e especulação no comércio internacional. Com a escassez, o café tornou-se alvo atraente para criminosos, que invadem plantações para furtar grãos diretamente do pé ou cargas armazenadas.
Impacto nas Propriedades e Ações dos Produtores
Produtores relatam prejuízos significativos. Em Minas Gerais, a cafeicultora Alessandra Peloso já foi vítima de furtos múltiplos, perdendo centenas de sacas e equipamentos agrícolas. A insegurança levou muitos a investirem em sistemas de vigilância com câmeras, alarmes e iluminação reforçada, além de se organizarem em grupos de comunicação para monitorar as propriedades.
Reação das Autoridades e Medidas Preventivas
Diante do cenário, a Federação da Agricultura do Paraná (Faep) solicitou à Polícia Militar reforço no policiamento durante o período de colheita, especialmente entre junho e agosto, para evitar que o problema se espalhe para o estado. A Faep também lançou uma cartilha digital com orientações de segurança, incentivando o cadastro das propriedades na Patrulha Rural Comunitária, o que facilita a resposta rápida da polícia em casos de emergência.
Em Minas Gerais, a Assembleia Legislativa promoveu audiência pública para discutir estratégias de combate ao roubo de café, reunindo autoridades e representantes do setor produtivo. O objetivo é planejar ações coordenadas para proteger trabalhadores e garantir a segurança no campo.
O Que os Produtores Devem Fazer?
Investir em segurança física: cercas, iluminação e sistemas de monitoramento eletrônicos.
Participar da Patrulha Rural e manter contato constante com a polícia.
Organizar grupos comunitários para troca de informações e alerta rápido.
Evitar deixar café estocado em locais vulneráveis e transportar a produção com segurança.
O aumento dos furtos de café no Sudeste brasileiro é uma consequência direta da valorização do produto no mercado internacional, que elevou o risco para produtores e trabalhadores rurais. A combinação de ações preventivas, reforço policial e engajamento comunitário é essencial para conter essa onda de crimes e garantir a segurança durante a safra.
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