O Ministério Público Federal (MPF) no Acre instaurou um inquérito civil para cobrar soluções ao fornecimento de água potável aos presídios do estado.
A medida foi tomada após o procurador dos Direitos do Cidadão, Lucas Costa Almeida Dias, verificar presencialmente a precariedade no fornecimento de água potável em unidades prisionais masculinas e femininas.
Os detentos afirmam que a falta de acesso à água potável foi um dos motivos para uma rebelião ocorrida em abril de 2020. A rebelião está sendo investigada pelo Ministério Público do Acre (MPAC).
Segundo o relatório, no maior presídio do estado, o Francisco D’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, os detentos só têm acesso à água potável duas vezes ao dia por 15 minutos, o que foi considerado pelo MPF como uma agressão à dignidade humana e vai contra normativas nacionais e internacionais.
O Instituto Penitenciário do Acre (Iapen) recebeu um ofício e deve prestar informações sobre a atual forma de fornecimento de água nos presídios masculino e feminino e a quantidade de pessoas em média por cela, oportunidade em que também deverá apresentar quais providências foram adotadas após o relatório.




















