Durante a sessão remota na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta quarta-feira (7), o deputado José Bestene (PP) usou parte de seu tempo de fala para comentar a operação Trojan, que indiciou o empresário Cristiano Ferreira, dono da CCom Shopping, genro do deputado, por suspeitas de fraude a licitações na venda de computadores para a Secretaria de Educação (SEE).
“Naquela invasão que houve lá no proprietário [Cristiano], não houve nada. Nada foi inserido no processo. Nunca foi sequer notificado pelo TCE e muito menos pela Polícia Civil. O proprietário não é pasteiro não. Inclusive na época da Frente Popular, ele vendia e alugava muitos computadores, mais de 3 mil alugados e 15 mil vendidos”, disse Bestene.
A polícia chegou a fazer buscas no apartamento de Cristiano, localizado no bairro Morada do Sol, em Rio Branco. Na época, o deputado chegou a declarar:
“Meu genro tem residência fixa e já gerou 400 empregos em nosso Estado. Foi apenas um processo criminal, não há denúncia nenhuma, sequer o Colegiado do TCE aprovou ou analisou qualquer uma dessas denúncias. Vou esmiuçar todo o processo para localizar os interessados em ver seu nome em acusações”, complementou.
Na fala, Bestene criticou o indiciamento do genro e cobrou postura do Ministério Público para cobrar do corregedor da Polícia Civil providências quanto a processos de tortura e improbidade administrativa respondidos por membros da polícia judiciária.
“Aonde está a Polícia Civil? É morte todo dia. É uma insegurança nos bairros e aí quando você faz uma operação para prejudicar A ou B a chama imprensa. Por que não fizeram uma coletiva na hora de indiciar? Deveria ter sido feita. Temos que parar com esse tipo de coisa e o Ministério Público tem obrigação de cobrar do corregedor [Polícia Civil], que ande esses processos: processos de tortura, de improbidade administrativa. Muita gente aparece como paladino da moralidade”.




















