As eleições ocorrem apenas em outubro, mas os desentendimentos começam a dar sinal de presença já antes da campanha. Em texto divulgado pela assessoria, a senadora Mailza Gomes, presidente estadual do Partido Progressista, afirma que o governador Gladson Cameli, seu correligionário, não cumpriu um acordo firmado com ela e a direção nacional do partido.
Segundo Mailza, durante reunião em Brasília (DF) na segunda-feira (14), ficou acertado que a senadora teria mais alguns dias para conversar com aliados e compartilhar uma possível decisão de desistir da candidatura ao Senado em 2022. No caso de Mailza, a disputa não seria por uma reeleição, uma vez que ela assumiu como suplente após renúncia do próprio Gladson Cameli, que venceu as eleições ao Governo em 2018.
A senadora afirma ainda ser vítima de “violência política feminina”:
“O que me deixou extremamente chateada e decepcionada foi ver as atitudes do governador durante o dia de hoje. Primeiro, ele afirmou que se filiaria no PL. Em seguida mandou dizer que atendendo pedido do senador Márcio Bittar, se filiaria ao União Brasil, e que o próximo passo seria tomar a direção do partido das minhas mãos. Por último, o nobre governador anunciou sua permanência no PP com a seguinte condição: meu recuo para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Tudo isso sem minha permissão e ainda mais, quebrando um acordo feito diante da executiva nacional. Sofri violência política feminina. Não faço política com quebra de acordo, tenho alicerçado meu mandato na verdade, respeito as forças e seriedade e não estou acostumada trabalhar dessa forma. O político pra mim tem que honrar suas palavras. Não vejo problema nenhum em concorrer uma cadeira de federal, contudo, isso será decidido por mim e minha equipe”, diz.
Nesta terça-feira (15), uma possível saída do governador do Progressistas foi pauta dos principais jornais do estado, os destinos, como disse Mailza, seriam PL, partido de Jair Bolsonaro ou União Brasil, fruto de uma fusão entre o PSL e o Democratas. Ele, no entanto, confirmou permanência onde está, umas das condições prováveis seria justamente seguir apoiando a pré-candidata Márcia Bittar e não Mailza Gomes, que consequentemente tentaria disputar à Câmara Federal.
Segundo declaração ao jornal Notícias da Hora, Gladson respondeu a senadora afirmando que jamais desrespeitou ou deixou de cumprir qualquer acordo. Falando em equívoco, ele afirmou que Mailza está se baseando por “manchetes de jornais”.
“Quer dizer que ela está se baseando por manchete de jornal? Eu não tenho que comentar o que não existe. O que nunca existiu. Eu não estou com molecagem. Ela é maior de idade”, diz Cameli, afirmando também que jamais condicionou a permanência no partido à desistência de candidatura de Mailza.




















