ECONOMIA

PARCERIA: Brasil e Coreia do Sul Assinam Acordos Estratégicos e Retomam Negociações Comerciais entre Mercosul e Seul


Foto: Ricardo Stuckert

Ampliação Abrange Minerais Críticos, Energia, Defesa, Setor Aeroespacial e Reforça Negociações para um Acordo de Livre Comércio

Brasil e Coreia do Sul deram um novo passo no fortalecimento das relações bilaterais ao assinarem, nesta segunda-feira (27), uma série de acordos estratégicos voltados à ampliação da cooperação econômica, tecnológica e comercial. Entre os destaques está a parceria na cadeia de minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.

Além desse acordo, os dois países formalizaram memorandos de entendimento nas áreas de energia, cooperação aeroespacial, educação e intercâmbio esportivo. Os compromissos foram anunciados durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano Lee Jae Myung.


Mercosul e Coreia do Sul Retomam Negociações Comerciais

Outro ponto central da reunião foi o anúncio da retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Um grupo de trabalho será coordenado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Lee Jae Myung destacou a importância de acelerar o processo.

“O acordo comercial entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. É para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia trará às empresas coreanas uma oportunidade maior de acesso ao mercado da América do Sul e abrirá uma nova perspectiva para o Brasil no mercado asiático, por meio da Coreia.”

Segundo o presidente sul-coreano, o tratado também ampliará a cooperação em setores como indústria de alta tecnologia, cadeias globais de suprimentos, economia verde e economia digital.


Comércio Bilateral Supera US$ 11 Bilhões

Durante o encontro, Lula afirmou que a relação entre Brasil e Coreia do Sul vive uma nova fase. O presidente lembrou que o comércio bilateral alcançou aproximadamente US$ 11 bilhões em 2025, ressaltando que ainda existe amplo potencial para expansão dos investimentos e das parcerias.

O chefe do Executivo brasileiro destacou oportunidades em áreas como:

  • Inovação tecnológica;
  • Saúde;
  • Educação;
  • Energia;
  • Investimentos produtivos.

Defesa e Setor Aeroespacial Ganham Destaque

Na área de defesa, Lula ressaltou que a escolha do cargueiro militar C-390 Millennium, da Embraer, pela Força Aérea da Coreia do Sul representa um marco importante na cooperação entre os dois países.

O presidente também destacou os avanços na parceria com a empresa sul-coreana InnoSpace, que realiza operações no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Segundo Lula, um novo lançamento de foguete está previsto para setembro.

“Possivelmente, em setembro, teremos um novo lançamento de foguete na Base de Alcântara, e faço questão de estar presente. Se o outro foguete não subiu, este vai subir. E, a partir dele, todos irão subir.”

InnoSpace Amplia Operações no Brasil

Além da missão HANBIT-Nano, a InnoSpace prevê para agosto o primeiro voo de testes do foguete suborbital SEBIT, desenvolvido para pesquisas científicas e futuras operações comerciais a partir do território brasileiro.

A iniciativa reforça a estratégia de ampliar a cooperação espacial entre Brasil e Coreia do Sul, aproveitando a localização privilegiada do Centro de Lançamento de Alcântara para projetos voltados ao mercado internacional.

Principais Acordos Assinados

  • Cooperação na cadeia de minerais críticos;
  • Memorando para o setor aeroespacial;
  • Parcerias em energia;
  • Cooperação na educação;
  • Intercâmbio esportivo;
  • Retomada das negociações do acordo Mercosul-Coreia do Sul;
  • Ampliação da cooperação em defesa e tecnologia espacial.

A assinatura dos novos acordos entre Brasil e Coreia do Sul marca um avanço significativo nas relações bilaterais e reforça o interesse dos dois países em ampliar a cooperação em setores considerados estratégicos para o futuro da economia global. Com foco em minerais críticos, tecnologia, defesa, energia e comércio, a parceria abre novas oportunidades de investimentos, inovação e geração de empregos. A retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia do Sul também pode representar um importante impulso para as exportações brasileiras e para a integração com o mercado asiático.

O que você acha da aproximação entre Brasil e Coreia do Sul? Acredita que um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia pode fortalecer a economia brasileira? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta notícia com quem acompanha os rumos da economia e das relações internacionais.


O que foi assinado entre Brasil e Coreia do Sul?

Os dois países firmaram acordos e memorandos de entendimento nas áreas de minerais críticos, energia, cooperação aeroespacial, educação, intercâmbio esportivo e defesa, além de retomarem as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul.

O que são minerais críticos?

São recursos minerais considerados essenciais para tecnologias modernas, como baterias de veículos elétricos, semicondutores, equipamentos eletrônicos e sistemas de energia renovável.

Qual é o objetivo do acordo comercial entre Mercosul e Coreia do Sul?

O objetivo é reduzir barreiras comerciais, ampliar o intercâmbio de produtos e serviços, estimular investimentos e fortalecer as relações econômicas entre os países do Mercosul e a Coreia do Sul.

Qual é o volume de comércio entre Brasil e Coreia do Sul?

Segundo o governo brasileiro, o comércio bilateral atingiu cerca de US$ 11 bilhões em 2025, com expectativa de crescimento nos próximos anos.

Qual é o papel da Embraer na parceria?

A Embraer fortaleceu a cooperação entre os países após a Força Aérea da Coreia do Sul selecionar o cargueiro militar C-390 Millennium, ampliando as oportunidades de colaboração na indústria de defesa.

O que faz a empresa InnoSpace no Brasil?

A empresa sul-coreana atua no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), desenvolvendo projetos espaciais e realizando testes de foguetes para pesquisas científicas e futuras operações comerciais.

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Ana Cristina - Redatora