A peça acreana Afluentes Africanas foi um dos destaques da 1ª Mostra Aldir Blanc, em São Paulo, nessa quarta-feira (12). A produção, da Associação Teatro Candeeiro, foi a única da região Norte escolhida para participar do festival e conta a história do estado, desde às origens do território acreano até o dias atuais.
A mostra vai exibir, ao longo do mês de maio, 12 espetáculos digitais de cinco regiões do Brasil. As produções são oriundas de recursos da Lei Aldir Blanc.
A peça é dirigida pela acreana Maria Jaqueline Chagas, que ficou responsável ainda pelo roteiro e iluminação. Os atores Lonara Teixeira, Iandra Moraes e Hysnaip Moura transformam, por 50 minutos, o palco do teatro em uma viagem pelo Rio Acre navegando pelos povos da floresta, a chegada do seringueiro, a Revolução Acreana, Chico Mendes, a culinária e os principais pontos da luta do Acre para se tornar um estado brasileiro.
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Ao G1, a diretora da peça, Jaqueline Chagas, disse que a produção teve uma receptividade muito boa entre o público. Jaqueline explicou que o grupo planeja fazer uma apresentação presencial em julho em Rio Branco, se o Acre continuar na faixa amarela, que é de atenção.
“As pessoas perguntavam como era aqui no Acre, foi muito. Foi até melhor do que eu esperava. A peça lembra o tempo da nossa história. Tem até uma frase da peça que gosto muito que é ‘isso aqui é um exercício contra o esquecimento’. Às vezes, a história vai passando e a gente vai esquecendo, principalmente histórias contadas pelo nosso bisavô, nossa avó até chegar até nós”, contou.
A produção foi lançada em dezembro de 2020, com apresentações no Cine Teatro Recreio e no Casarão, ficando em cartaz até o mês de fevereiro, quando o Acre voltou para a bandeira vermelha e suspendeu as atividades não essenciais.




















