Um relatório do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), revelou que duas advogadas estão sendo investigadas por uma suposta ligação com o Comando Vermelho.
Segundo apontado pelo Iapen, a dupla atua como um elo de contato entre detentos e membros da facção Comando Vermelho. O relatório menciona o nome do detento para qual estariam supostamente trabalhando, Railan, que cumpre pena no Regime Disciplinas Diferenciado (RDD).
O documento relata que no dia 27 de fevereiro de 2020, policiais penais que faziam ronda na unidade 2 do pavilhão 4 do presídio Antônio Amaro Alves, ouviram a conversa de três detentos, que falavam de uma possível greve de fome.
No diálogo, Railan mencionou o nome das advogadas, chamada pelos presos “Doidera”. O detento disse que foi informado pela profissional que o pássaro de fogo (uma espécie de líder) no “Jacarandá era o Gabriel” e no Rosa Linda era o “Rocha”.
A advogada disse ainda, segundo Railan, que o CV tinha comprado submetralhadoras, mas que só seriam pagas no mês que vem. O preso respondeu: “Vê quanto é e dependendo do valor, eu vou tirar de um canto ali”.
Evidenciando a relação de cooperação, o relatório revela que o detento teria determinado à advogada “Doideira” que fosse até o Presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC) e olhasse o tio dele, para confirmar a greve de fome que seria feita na outra semana.
Railan também ordenou à advogada que trouxesse informações do presídio feminino e sobre a direção do Iapen, à época, era Lucas Gomes que presidia a instituição. A advogada teria respondido que “Lucas ainda não teria caído”.
O caso já teria sido comunicado a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB), ao Ministério Publico do Acre (MPAC) e à Polícia Civil.




















