139 anos atrás o mundo era completamente diferente do que o que conhecemos hoje, era uma época das transformações e desbravamentos. Os EUA começavam a despontar como potência mundial e a Revolução Industrial passava pelo seu segundo estágio de desenvolvimento. Com ela, um produto que era de uso exclusivamente indígena ganha seu valor comercial no mundo, gerando muito lucro para quem o explorasse. É aqui que começa a nossa história.
Foi com o avanço comercial da borracha que em 1860 começaram a acontecer as primeiras viagens de exploração em direção as terras acreanas, um dos desbravadores era um cearense chamado Neutel Maia, que navegou pelo Rio Acre em busca de terras livres para ser proprietário de fazenda para cultivo de seringueira.
Foi assim que em 28 de dezembro de 1882 numa sinuosa curva do rio, Neutel Maia avistou ali uma frondosa árvore que lhe chamou a atenção e decidiu amarrar a sua embarcação ao seu tronco. O mundo mudou em 140 anos, mas esta árvore está lá até hoje, ela se chama Gameleira.
Aquele lugar parecia perfeito para Neutel Maia, havia um estirão do rio e no início dela estava a grande árvore para atracar o barco a vapor. Ali foi fundado o Seringal Volta da Empreza, que mais a frente viraria a capital do Estado do Acre. O estirão em pouco tempo seria a primeira rua da história da cidade, hoje é o que conhecemos como Calçadão da Gameleira.
Hoje, 139 anos depois, a capital Rio Branco conta com pouco mais de 400 mil habitantes e dois distritos. Leva o nome em homenagem ao advogado carioca José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, que entrou para a história brasileira por ter resolvido importantes questões de fronteiras com a Argentina, França e a Bolívia, com assinatura do Tratado de Petrópolis que tornou o Acre um território brasileiro..




















