Após receber alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde estava internado para tratar de uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu mais um medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19, a proxalutamida.
Na porta do hospital, Bolsonaro afirmou que vai pedir ao Ministério da Saúde (MS) um estudo sobre a eficácia da proxalutamida contra a Covid-19, internautas já se referem ao medicamento pelo nome de “nova cloroquina”.
No Acre, o ex-governador pelo PT e médico infectologista Tião Viana, ironizou o novo medicamento em seu perfil oficial no Twitter: “como é mesmo, proxalutaminda ou BROCHAlutamida?”, escreveu.
Como é mesmo, Proxalutamida ou BROCHAlutamida???
Rsrsrs— Tião Viana (@tiao_viana) July 19, 2021
A proxalutamida é um medicamento anti-androgênico que impede que células do corpo reconheçam os hormônios andrógenos. Ele é estudado para o tratamento de cânceres (próstata e mama), mas segundo o virologista Rômulo Neris, que foi selecionado para estudar a Covid-19 com uma bolsa da Dimensions Sciences, nem sequer para o tratamento do câncer a droga chegou a ser aprovada.
Entre os feitos colaterais do medicamento estão: ondas de calor, diminuição da libido, impotência sexual, dor no peito, diarreia e aumento de peso.
Ainda nesta segunda-feira (19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização do estudo clínico para avaliar a segurança e eficácia do medicamento na redução da infecção viral e no processo inflamatório causado pelo coronavírus.




















