O presidente Jair Bolsonaro (PP) decretou luto oficial de um dia após a morte do professor Olavo de Carvalho, tido como um de seus principais apoiadores nas eleições de 2018.
No entanto, as últimas palavras ditas pelo filósofo autoproclamado em público foram de crítica ao Governo Federal, com quem vinha de rompimento há quase um ano.
As últimas críticas foram ditas em uma live no dia 20 de dezembro, da qual participaram em silêncio os ex-ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Abraham Weintraub (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), que também se afastaram do presidente.
Na ocasião, Olavo vaticinou falou que nas eleições deste ano, a “briga está perdida”:
“O Brasil vai se dar muito mal, não venham com esperanças tolas. Existe uma chance [de ele voltar], mas remota. Só se Bolsonaro acordar, e eu não sei como fazê-lo acordar.”
Após decretar o luto oficial, o segundo de seu mandato, Bolsonaro foi duramente criticado nas redes sociais por ter ignorado as condolências para outras personalidades brasileiras:
Lembrem-se: o presidente não lamentou as mortes de Moraes Moreira, Aldir Blanc, Nicete Bruno, Paulo Gustavo, Zuza Homem de Mello, Bibi Ferreira, Bete Carvalho, Clovis Rossi, Fernanda Young, Paulo Henrique Amorim, Henry Sobel, Elza Soares, Marcelo Yuka e outras 623 mil pessoas.
— Juliano Medeiros (@julianopsol) January 25, 2022
Luto oficial. Não por Elza Soares, Paulo Gustavo, Eva Wilma, Gilberto Braga, Zé do Caixão, Nicete, Moraes Moreira. Nem pelos 624 mil que morreram de covid. pic.twitter.com/iFSIrnZUFt
— Marcelo Rubens Paiva (@marcelorubens) January 25, 2022




















