Começou nesta terça-feira (17/5), na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco, o julgamento de Ícaro Pinto e Alan Araújo.
Os dois são apontados como responsáveis pela morte de Jonhliane Paiva, de 30 anos, no dia 6 de agosto de 2020. No feriado, ela saiu de casa cedo para trabalhar em uma motocicleta Honda Biz, quando foi atropelada por uma BMW conduzida por Ícaro, que disputava uma corrida de rua com Alan após saírem de uma festa.
Em um processo de mais de 9 mil páginas, Ícaro responderá pelos crimes de homicídio doloso, quando há a intenção de matar, omissão de socorro e por embriaguez ao volante, enquanto Alan será julgado por homicídio.
De acordo com informações, durante os dois dias de sessão a segurança será reforçada na Cidade da Justiça. Só terá acesso ao plenário quem fez o credenciamento. Ícaro e Alan tiveram as prisões preventivas decretadas em agosto de 2020.
Veja o resumo do primeiro dia
- Familiares e amigos chegaram a se reunir antes do júri começar com cartazes que pediam Justiça. O ato durou pouco tempo e não teve tumulto;
- O perito foi ouvido e detalhou a análise do laudo, que constou que a vítima foi arremessada 70 metros com a batida e a moto arrastada por 100 metros.
- A segunda testemunha de acusação foi um homem que presenciou o momento do acidente. Ele disse que, sem sombra de dúvida, os dois acusados estavam competindo no momento do acidente.
- A terceira testemunha de acusação foi uma mulher que trabalha perto de onde aconteceu a colisão e estava em uma parada de ônibus.
- A quarta testemunha foi um amigo do acusado Alan, que estava na festa com ele. O amigo contou que ficou na festa até às 6h. Ele negou que tenha ocorrido racha e disse que chegou a dizer para o Alan que estava atrasado para ir ao trabalho e, talvez por isso, ele estava mais rápido.
- Quinta testemunha a ser ouvida, Hatsue Said Tanaka, ex-namorada de Ícaro Pinto, disse que ele quis ‘voltar para prestar socorro’.
- A sexta testemunha foi Genilvado, dono da fazenda que Ícaro e Hatsue foram no dia do acidente, disse que Ícaro chegou na fazenda dele abalado e que no outro dia foi buscar e levou ele para delegacia da Sobral. A testemunha falou ainda que ele estava bastante abalado, chorou preocupado com o acidente e estava com medo das ameaças que estava recebendo.
- Sétima testemunha a ser ouvida, Francisco das Chagas Soares é mecânico e as câmeras da loja dele filmaram o momento do acidente que matou Jonhliane.
- Oitava a ser ouvida, muito emocionada e passando mal, a mãe de Jonhliane, Rauminda Paiva, pediu justiça e disse que a filha foi tratada pelos acusados como um animal em ter sido abandonada do jeito que foi após o acidente. O depoimento dela comoveu a todos que estavam acompanhando o júri.
*resumo feito por g1




















