Vice-presidente da OAB/AC é chamada de “égua” por policial na Defla; advogados se mobilizam para ato de desagravo


A vice-presidente da OAB/AC, Marina Belandi, passou por uma situação inesperada e constrangedora na noite desta sexta-feira (4). Marina foi xingada de égua por um policial civil de plantão enquanto representava a instituição depois de um advogado ter tido sua prerrogativa ignorada e não ter sido atendido pelo delegado plantonista.

De acordo com informações preliminares, a advogada pediu para falar em particular com o delegado e, em seguida, solicitou também uma conversa reservada com o preso. Neste momento, um agente de polícia civil, ainda não identificado pela reportagem, começou a proferir a piadas. Houve animosidade e advogada foi xingada pelo agente de público.

“Eu pedi para ter acesso com o delegado sobre o que estava acontecendo e pedi, posteriormente, o acesso ao preso para verificar o que foi que aconteceu. Não fui atendida e tive que insistir por muito tempo. Até que fui levada à cela para conversar com o preso e pedi para ter uma conversa reservada. Nesse momento, esse agente começou a fazer piada, e comecei a ser ofendida. A advocacia merece um tratamento cordial e educado, assim, como eu fui muito educada com ele, mas infelizmente faltou com o respeito’. relatou a Marina Belandi ao site ac24horas.

Ainda de acordo com a vice-presidente da Seccional do Acre, o agente de polícia civil começou a fazer piada e no calor da discussão, a advogada teria pedido respeito. “Como profissional me senti desrespeitada. Me xingou e me chamou até de égua, mandou calar a boca. Eu rebati e disse que ele deveria se calar e mostrar respeito. Infelizmente, foi lamentável. Eu nunca tinha passado por uma situação dessa, como advogada, de ser xingada, então foi um atendimento lamentável”.

Marina Belandi disse que possivelmente ingressará com uma ação contra o agente público e remeterá um relatório à OAB/AC. “Eu não pensei ainda. A gente tem que tomar algumas prerrogativas como instituição. Eu vou fazer um relatório acerca do atendimento e a gente deve tomar algumas medidas acerca do aconteceu hoje”.

O presidente da OAB/AC, Erick Venâncio, fez contato com o delegado-geral de Polícia Civil, Josemar Portes, relatando o caso. “É um absurdo o que aconteceu e tomaremos providências”, disse o advogado.

O fato causou grande repercussão entre os advogados acreanos e a classe planeja um ato de desagravo na frente da Delegacia de Flagrantes da Capital.

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