Nesta quinta-feira (1º) é comemorado o Dia Mundial do Reggae. O gênero musical vai além da música, sendo um movimento que passa pelos dos direitos dos negros, pela libertação da Jamaica e chega a discussão da importância da religião Rastafári. O dia é comemorado desde 1994. A data foi escolhida em homenagem a Bob Marley principal difusor do gênero e nome mais famoso da história do reggae.
Com temas que vão de religião a amor, de sexo a críticas sociais, o reggae se iniciou mundialmente na década de 1960 iniciado por negros na Jamaica. O movimento que, na época era nomeado de rock steady (rock constante em português), recebeu visibilidade com a banda The Wailers, formada por Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer.
Com influências do ska, o gênero se desenvolveu para uma variável mais lenta que recebeu o nome que é chamado até hoje. A primeira música considerada como reggae é Long shot bus;me bet, dos Pioneers. Prince Buster, Desmond Dekker, Jackie Mittoo e Jimmy Cliff foram alguns dos outros nomes responsáveis pela popularização do estilo.
No Brasil
O gênero se popularizou muito e ganhou uma legião de fãs brasileiros. Bandas como Natiruts e Chimarruts fizeram a carreira cantando este gênero em português, que por sua vez, foram inspirados por cantores como Edson Gomes e Gilberto Gil; até mesmo em bandas pioneiras como Cidade Negra. Formada em Brasília, Natiruts, inclusive, já está há 25 anos na estrada e conta com hits importantes como Andei só, Quero ser feliz também e Natiruts reggae power.
Em 2015, o Natiruts organizou um show intitulado ‘Natiruts Reggae Brasil’ onde reuniu os principais cantores de reggae nacionais. Estiveram presentes no palco: Armandinho, Diamba, Edu Ribeiro, Almadjem, Makavo, Chimarruts, Planta & Raiz, Edson Gomes, Sine Calmon, Ponto de Equilíbrio, Saulo, Cidade Negra, Ivete Sangalo e Gilberto Gil. O show terminou com todos cantando juntos o clássico No Woman, No Cry, de Bob Marley.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=OHaB7RCSXNs