DIA DA MULHER

PROTESTO: Mulheres Ocupam Ruas do Brasil no Dia Internacional da Mulher Contra Feminicídio e Violência de Gênero


Manifestações em Diversas Capitais Denunciaram Casos Recentes de Violência Contra Mulheres e Exigiram Políticas Públicas de Proteção

Milhares de mulheres foram às ruas em diversas cidades brasileiras neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para protestar contra o feminicídio e a violência de gênero. As manifestações reuniram coletivos feministas, organizações sociais e famílias em atos que denunciaram casos recentes de violência e cobraram mais investimentos em políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Protestos ocorreram em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Porto Alegre e Belém, além de diversas cidades do interior do país.


Protestos Tomam Avenidas e Praças pelo País

Em São Paulo, manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, um dos principais pontos de mobilização política da cidade.

No Rio de Janeiro, milhares de mulheres marcharam pela Avenida Atlântica, em Copacabana, com palavras de ordem contra o feminicídio e a violência doméstica. Durante o ato, representantes de coletivos feministas se revezaram na leitura de um manifesto que exigia mais investimentos em políticas públicas de igualdade.

Já em Brasília, a manifestação percorreu o trajeto entre a Funarte e o Palácio do Buriti, reunindo ativistas, movimentos sociais e organizações feministas.


Cruzes Simbolizam Vítimas de Feminicídio em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, o protesto ganhou um símbolo forte de denúncia: 160 cruzes foram colocadas na Praça da Liberdade, representando mulheres vítimas de feminicídio em Minas Gerais nos anos de 2025 e 2026.

A última vítima citada pelos movimentos foi assassinada a facadas na cidade de Santa Luzia, justamente no Dia Internacional da Mulher, fato que intensificou a indignação das manifestantes.

Durante a marcha no centro da capital mineira, cartazes com frases como “criança não é esposa” também chamaram atenção. A frase fazia referência a um caso que gerou grande repercussão pública após uma decisão judicial que inocentou um homem acusado de violentar uma menina de 12 anos — decisão posteriormente reformada após mobilização popular.


Performances Artísticas Lembram Mulheres Assassinadas

Em Porto Alegre, um grupo teatral realizou uma performance durante o protesto. As participantes marcharam carregando sapatos femininos manchados com um líquido que simulava sangue, simbolizando vítimas de feminicídio no estado.

Enquanto caminhavam, as integrantes gritavam os nomes das mulheres assassinadas, transformando a manifestação em um momento de memória e denúncia.


Salvador e Belém Também Registraram Grandes Mobilizações

Na capital baiana, o ato foi convocado com o lema:

“Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo bem viver e pelo fim do feminicídio.”

A manifestação começou no Morro do Cristo e seguiu até o Farol da Barra, reunindo centenas de participantes com cartazes e palavras de ordem.

Já em Belém, mulheres ligadas a coletivos feministas se concentraram na Escadinha da Estação das Docas, marchando pelas ruas do centro da cidade.


Casos Recentes Reforçam Indignação nas Manifestações

Durante os protestos, manifestantes lembraram de casos recentes que chocaram o país.

Entre eles:

  • Tainara Souza Santos, morta após ser atropelada pelo ex-companheiro

  • Um caso de estupro coletivo contra uma adolescente ocorrido no Rio de Janeiro

Os episódios foram citados como exemplos da urgência em ampliar políticas de combate à violência contra mulheres.


Diferentes Gerações Unidas na Luta

As manifestações também reuniram mulheres de diferentes idades.

Rachel Brabbins participou da marcha no Rio de Janeiro ao lado da filha Amara, de 7 anos, que carregava um cartaz com a frase “Lute como uma menina”.

Segundo Rachel, a presença da filha tem um significado educativo.

“Eu acho super importante para ela aprender que tem direitos, tem voz e pode falar. Aqui ela vê que estamos todas juntas”, afirmou.

Entre as participantes também estava Silvia de Mendonça, militante feminista desde a década de 1980, que participou do ato vestindo uma bandeira com o rosto da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.


Movimentos pedem Políticas Públicas e Combate ao Feminicídio

Entre as principais reivindicações apresentadas nos atos estão:

  • Ampliação de políticas de proteção às mulheres

  • Mais recursos para programas de enfrentamento à violência

  • Criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras

  • Ampliação de licenças-maternidade e paternidade

  • Criminalização de grupos que promovem ódio contra mulheres

Organizações como a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) afirmam que a mobilização busca pressionar autoridades a adotar medidas mais efetivas contra o feminicídio.

Segundo o manifesto divulgado pelo movimento:

“Estamos nas ruas para exigir o fim da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas vidas.”


Os atos do 8 de março de 2026 reforçaram que o combate à violência contra mulheres permanece como uma das principais pautas do movimento feminista no Brasil. As manifestações reuniram milhares de pessoas em diferentes regiões do país, transformando ruas e praças em espaços de denúncia, memória e mobilização social.

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O que motivou os protestos do 8 de março no Brasil em 2026?

Os protestos do Dia Internacional da Mulher em 2026 foram motivados principalmente pela denúncia do aumento da violência de gênero e dos casos de feminicídio no país. Movimentos feministas e organizações sociais foram às ruas exigir mais políticas públicas de proteção às mulheres e justiça para vítimas de violência.

Em quais cidades ocorreram manifestações no 8 de março?

Manifestações aconteceram em diversas capitais e cidades brasileiras, como:

Rio de Janeiro

São Paulo

Brasília

Belo Horizonte

Salvador

Porto Alegre

Belém

Além dessas cidades, atos também ocorreram em várias regiões do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país.

Quais foram as principais reivindicações das manifestantes?

Entre as principais pautas levantadas durante os protestos estão:

Combate ao feminicídio

Ampliação de políticas públicas de proteção às mulheres

Mais recursos para programas de enfrentamento à violência de gênero

Criminalização de grupos que promovem ódio contra mulheres

Ampliação de licenças-maternidade e paternidade

Apoio econômico para mulheres empreendedoras

O que é feminicídio?

Feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por violência de gênero, geralmente cometido por parceiros, ex-parceiros ou pessoas próximas. No Brasil, o crime foi incluído no Código Penal em 2015 como circunstância qualificadora do homicídio.

Como foram os protestos em Belo Horizonte?

Em Belo Horizonte, manifestantes colocaram 160 cruzes na Praça da Liberdade para simbolizar mulheres vítimas de feminicídio em Minas Gerais entre 2025 e 2026. O ato também incluiu marchas e cartazes denunciando casos recentes de violência.

Houve manifestações artísticas durante os atos?

Sim. Em Porto Alegre, um grupo teatral realizou uma performance carregando sapatos femininos manchados com líquido vermelho, simbolizando o sangue das vítimas de feminicídio. Durante o ato, os nomes de mulheres assassinadas foram mencionados pelas participantes.

Quem organizou as manifestações do Dia Internacional da Mulher?

Diversos coletivos feministas, organizações sociais e movimentos de mulheres, como a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), participaram da convocação e organização dos protestos em várias cidades do país.

Qual é a importância das mobilizações do 8 de março?

As manifestações do Dia Internacional da Mulher têm como objetivo:

Denunciar desigualdades de gênero

Cobrar políticas públicas

Dar visibilidade às vítimas de violência

Mobilizar a sociedade em defesa dos direitos das mulheres

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Ana Cristina - Redatora