Impacto do Calor Extremo e os Efeitos Nocivos á Saúde
O calor extremo, intensificado pelas mudanças climáticas, está acelerando o envelhecimento biológico em adultos mais velhos, revela nova pesquisa. Estudo realizado pela Universidade do Sul da Califórnia analisou dados de mais de 3.600 pessoas com 56 anos ou mais e verificou que aqueles expostos a muitos dias consecutivos de calor intenso apresentam um envelhecimento celular comparável ao causado pelo tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Esse envelhecimento biológico, que mede o funcionamento dos tecidos e órgãos do corpo no nível molecular e celular, pode aumentar o risco de doenças crônicas como câncer, diabetes e demência, além de contribuir para morte prematura. A pesquisa indica que pessoas que vivem em locais com pelo menos 140 dias de calor extremo por ano — quando o índice de calor ultrapassa 32,2°C — podem envelhecer até 14 meses a mais biologicamente em comparação com aquelas que vivem em regiões mais frias.
O estresse térmico faz o organismo gastar mais energia para manter a temperatura corporal ideal, o que pode cansar as células e acelerar a deterioração dos tecidos. Além disso, o calor intenso pode desencadear problemas como desidratação, insolação e prejuízos ao funcionamento de múltiplos órgãos.
Por isso, entender como o calor extremo contribui para o envelhecimento acelerado é essencial diante das ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas causadas pelas mudanças climáticas. Medidas para proteger a população, especialmente os adultos mais velhos, podem ajudar a minimizar esses efeitos nocivos.
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