A chegada de Marcus Alexandre ao MDB é visto com bons olhos pela diretoria e pelo presidente e ex-deputado, Flaviano Melo. Porém, não tem agradado alguns filiados com histórico de inimizade política contra o antigo partido do ex-prefeito de Rio Branco, o PT.
É o caso dos irmãos Rocha: a ex-deputada Mara Rocha e o ex-vice-governador Major Wherles Rocha anunciaram desfiliação do partido no mesmo dia em que o ex-petista se filiou à sigla, de olho nas eleições de 2024.
Os dois foram para o MDB após terem deixado o PSDB no ano passado em uma série de confusões dentro da sigla. No caso de Mara, a ex-deputada ganhou as manchetes nacionais por uma briga durante as prévias do partido para lançar o nome à presidência da República. Apoiando Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, Mara acusou a campanha de João Doria, ex-governador de São Paulo, de tentar comprar seu voto. Dias depois, ela anunciou saída do partido, porque queria apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo PSDB havia rompido relações políticas.
Já Wherles Rocha rompeu com o próprio Governo a que era vice, acusando Gladson Cameli (Progressistas) de “dar as costas” aos aliados e defender petistas. O PSDB, no entanto, permaneceu na base governista.
No MDB, os dois acabaram derrotados nas eleições de 2022. Wherles tentando retornar ao cargo de deputado federal e Mara, que acabou ficando na terceira colocação, com menos da metade dos votos de Jorge Viana — segundo colocado — que tinha como vice justamente Marcus Alexandre, pivô de sua saída do MDB.
Por meio de nota, Mara afirmou que a sigla decidiu “caminhar com a esquerda”.
“Hoje pedimos a nossa desfiliação do partido Movimento Democrático Brasileiro – MDB. Entendemos o desejo da sigla em caminhar com os partidos da esquerda, tanto nacional como a nível de Acre. Não sendo esse o nosso desejo, por coerência e por acreditar que temos que avançar e não retroceder, é que estamos nos desfilando”, afirmou.




















