A Polícia Federal (PF) emitiu uma nota desmentindo o boato de que uma idosa teria morrido no ginásio da instituição, onde estão presos os vândalos que depredaram Brasília e os que desobedeceram ordem para desocupação de acampamentos em áreas militares. A suposta morte também foi desmentida pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Os dois órgãos desmentiram a informação ainda na noite desta segunda-feira (9), mas na manhã desta hoje (10), a deputada federal Mara Rocha (MDB) resolveu publicar em seu perfil no Instagram, informações falsas a respeito do caso:
“Morte no campo de concentração do governo Lula . Dia 10 de janeiro. Patriotas estão em campo de concentração do governo Lula. Muitos idosos já passaram mal e existe relato de morte. O Brasil do bem precisa saber!”, escreveu.
Sobre os que passaram mal, as autoridades confirmaram que oito pessoas foram transferidas do ginásio para o Hospital de Sobradinho e para a UPA de Sobradinho. Todos os casos eram leves.

A fake news divulgada por Mara Rocha é acompanhada de postagens em apoio aos cerca de 1,3 mil presos pela PF após os atos de terrorismo em Brasília no último domingo (8). A deputada chegou a divulgar que “infiltrados” teriam sido os responsáveis pelas depredações.

Esse boato foi divulgado por diversos perfis nas redes sociais que passaram a acusar “esquerdistas” pelos atos de vandalismo praticados durante as invasões no Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Dentre os conteúdos compartilhados no Telegram e em perfis no Twitter, há vídeos de pessoas vestidas de verde e amarelo depredando as sedes dos Três Poderes. Sem provas, bolsonaristas alegam que essas pessoas seriam infiltrados.
A mesma tática foi usada pelas redes bolsonaristas no rastro da repercussão da destruição em Brasília, no último dia 12 de dezembro, e remonta à estratégia usada por extremistas dos Estados Unidos para tentar tirar a responsabilidade de radicais apoiadores do ex-presidente Donald Trump que invadiram o Capitólio do país há dois anos e também tocaram o terror.
Mara Rocha foi eleita deputada federal em 2018 e protagonizou uma série de polêmicas com o Governo, na qual seu irmão Major Rocha (MDB) era o vice-governador; e também com seu antigo partido, o PSDB, por dua defesa acirrada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e direito a nota partidária relatando a dificuldade na comunicação com a parlamentar. Em 2022, Mara se candidatou a governadora, recebendo 11,06% dos votos e ficando atrás de dois adversários políticos: Gladson Cameli (PP) e Jorge Viana (PT).




















