
Charge de Daniel Cabral
Prefácio de Anderson Siqueira
Você já deve ter ouvido falar no baiacu, um peixe do mar pequeno e indefeso com semelhança de um sapo. Mas o baiacu tem uma carta na manga em seu favor, não deixa isso transparecer quando precisa.
Ao se sentir ameaçado, o baiacu ao invés de fugir engole uma grande quantidade de água e ar, inchando e tornando-se três vezes maior do que seu tamanho normal, assustando o predador, mas tudo não passa de uma mera aparência.
A técnica do baiacu foi passada em forma de charge por Daniel Cabral ao narrar o “Zumbido dos Eleitores”, quando o político mesmo estampado semanalmente as páginas dos jornais com escândalos, coloca uma “máscara” ao subir no palanque e passa aos seus eleitores uma imagem diferente da realidade.
O político-baiacu, mesmo não gozando do grande apoio popular, usa de todas as artimanhas lícitas e ilícitas para mostrar para seu grupo que está “por cima” e pronto para o bom combate.
Se for preciso, ele chora, se humilha, fala algo não proveitoso para servir de “cortina de fumaça” para coisa pior e quando a ocasião pede, usa ameaças e mentiras para afrontar seus opositores. O que o povo precisa saber, é que tudo o que está inflado em um político-baiacu, é igual ao peixe, apenas um teatro para esconder suas fraquezas e não perder a credibilidade.
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